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São Gonçalo devolve dois jacarés e dois cágados à natureza

Quatro animais silvestres foram devolvidos à natureza na segunda-feira (19) após passarem por avaliações técnicas e cuidados especializados na Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS), em São Gonçalo. A ação envolveu dois jacarés-de-papo-amarelo e dois cágados-amarelos resgatados em diferentes municípios da região.

A soltura foi realizada em parceria com o Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET), administrado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O local escolhido passou por vistoria técnica para verificar a presença de abrigo, fontes de alimento e condições ambientais adequadas às espécies, além de manter distância de áreas com maior circulação de pessoas.

Vinculada à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Transportes de São Gonçalo, a ASAS funciona na Área de Proteção Ambiental (APA) Estâncias de Pendotiba, em Maria Paula, e recebe animais resgatados por órgãos públicos ou entregues voluntariamente pela população.

Um dos jacarés-de-papo-amarelo (Caiman latirostris), com aproximadamente 1,40 metro de comprimento, foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado à ASAS em 12 de outubro. Durante a permanência na unidade, passou por avaliações clínicas que constataram boas condições de saúde, comportamento característico da espécie e ausência de lesões aparentes.

O segundo jacaré, de cerca de 1,20 metro, foi resgatado pela Guarda Municipal Ambiental de Itaboraí (GEPAM), no Centro do município, e chegou à unidade em 19 de setembro. Como apresentava sinais de desnutrição, foi encaminhado à Clínica de Recuperação de Animais Silvestres (CRAS) da Universidade Estácio de Sá, em Vargem Pequena, para tratamento especializado.

Após a recuperação, o animal retornou à ASAS no domingo (18). Uma nova avaliação confirmou que ele estava em condições de ser devolvido ao ambiente natural.

Os outros dois animais soltos eram cágados-amarelos (Acanthochelys radiolata), com aproximadamente 19 centímetros de comprimento. Eles foram resgatados pela Guarda Municipal Ambiental de Maricá (GEDAM), em Itaipuaçu, e chegaram à ASAS em 15 de outubro.

As avaliações técnicas indicaram condições satisfatórias de saúde e comportamento adequado para a soltura.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Transportes, Fabio Lemos, destacou a importância do acompanhamento técnico e da cooperação entre os órgãos envolvidos na recuperação dos animais.

“Essa soltura demonstra a importância do trabalho técnico realizado pela ASAS, que vai muito além do acolhimento dos animais resgatados. Cada animal passa por uma avaliação cuidadosa e, quando necessário, recebe tratamento especializado para que possa retornar à natureza em condições adequadas. É um trabalho que exige dedicação, conhecimento e responsabilidade, além da parceria com outras instituições. A atuação da ASAS é fundamental para a preservação da fauna silvestre de São Gonçalo e de toda a região, contribuindo diretamente para a conservação da biodiversidade e o equilíbrio dos nossos ecossistemas”, afirmou.

A unidade atende São Gonçalo e municípios vizinhos, contribuindo para a reabilitação de espécies nativas e para a conscientização sobre a proteção da fauna silvestre.

Ao encontrar um animal silvestre ferido, debilitado ou em situação de risco, a orientação é não tentar capturá-lo nem manuseá-lo. O recomendado é acionar os órgãos responsáveis para que o resgate seja realizado com segurança.

Contato da ASAS em São Gonçalo

  • Telefone: (21) 2199-6336
  • Endereço: Rua Rigel Pacca Corrêa, Maria Paula, na APA Estâncias de Pendotiba
  • Funcionamento: Diariamente, das 9h às 15h
  • E-mail: asasambiental@saogoncalo.rj.gov.br

Comando de Polícia Ambiental: 0300 253 1177

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