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Maricá realiza captação de fígado, rins e pulmão para transplantes

O Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São José do Imbassaí, em Maricá, realizou nesta sexta-feira (23) uma nova captação múltipla de órgãos. A operação possibilitou a doação de fígado, rins e pulmão para pacientes que aguardam transplantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O procedimento ocorreu após a confirmação de morte encefálica do doador e a autorização da família. A ação foi organizada pela Secretaria Municipal de Saúde, seguindo as diretrizes do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e da Central Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro.

Foto: Divulgação

Transporte aéreo agilizou encaminhamento dos órgãos

A operação contou com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde, que disponibilizou transporte aéreo para acelerar o deslocamento dos órgãos até os hospitais responsáveis pelos transplantes.

Durante a manhã, um helicóptero pousou duas vezes no heliponto do hospital para viabilizar o transporte. A estrutura permitiu reduzir o tempo de deslocamento, um fator importante para preservar os órgãos e possibilitar sua utilização nos receptores compatíveis.

Equipes multidisciplinares de medicina e enfermagem participaram dos procedimentos necessários à preservação dos órgãos. O trabalho também incluiu acolhimento e suporte aos familiares do doador durante o processo.

Equipes destacam importância da doação de órgãos

A diretora-geral do Hospital Che Guevara, Ana Paula Silva, ressaltou o impacto da decisão da família e a importância da estrutura hospitalar para a realização do procedimento.

“Com um único doador, é possível salvar várias vidas. Neste caso, fígado, rins e pulmão vão dar uma nova chance a pessoas que esperavam por um transplante. O heliponto foi fundamental, favorecendo o atendimento de precisão, porque permite que o órgão saia daqui e chegue ao seu destino no menor tempo possível”, afirmou.

A diretora de enfermagem da unidade, Carla Moraes, destacou a atuação dos profissionais tanto na assistência clínica quanto no acompanhamento dos familiares.

“A enfermagem está presente em todos os momentos, desde a manutenção do potencial doador até o cuidado e o apoio à família. Foi um trabalho feito com muita técnica, mas também com muita sensibilidade. Ver a dedicação dos nossos profissionais nos enche de orgulho”, declarou.

A captação reforça a importância da doação de órgãos para ampliar as possibilidades de transplante e atender pacientes que dependem desse procedimento para recuperar a saúde ou continuar vivendo.

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