
Dadá Figueiredo morre aos 61 anos e deixa legado no surfe brasileiro
O surfe brasileiro perdeu um de seus nomes mais marcantes e irreverentes. Dadá Figueiredo morreu aos 61 anos, deixando uma trajetória associada à inovação dentro d’água e à atitude contestadora que ajudou a transformar a cultura do esporte no país.
Nascido no Rio de Janeiro, ele ganhou destaque nos anos 1980 ao apresentar um estilo que rompeu com padrões tradicionais do surfe. Suas manobras, influenciadas pelo skate, incluíam batidas verticais, laybacks e movimentos de grande radicalidade, características que fizeram dele um surfista à frente de seu tempo.
Um estilo que desafiou os padrões do surfe
Dadá construiu sua identidade combinando criatividade, ousadia e uma postura que nem sempre encontrava reconhecimento nas avaliações dos juízes. Sua forma de surfar ajudou a ampliar os limites do esporte e consolidou sua imagem como um dos personagens mais autênticos de sua geração.
Fora das ondas, também incorporou referências do movimento punk e da contracultura. Criou as marcas Anti-Fashion e Necrose Social e tocou baixo na banda Os Normais, mantendo uma relação entre música, moda e surfe que refletia sua personalidade.
O reconhecimento veio também por meio do público especializado. Em 1992, Dadá foi eleito o surfista mais hardcore do Brasil. No ano seguinte, recebeu o título de melhor freesurfer em votação dos leitores da revista Fluir.
Recomeços e contribuição para novas gerações
A trajetória do surfista também foi marcada por períodos difíceis, desafios pessoais e recomeços. Com o passar dos anos, ele passou a se dedicar à fabricação de pranchas e ao ensino do surfe, transmitindo conhecimentos e experiências a novos praticantes.
Sua história chegou às telas com o documentário Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo, que aborda diferentes fases de sua vida e de sua relação com o esporte.
Pai de três filhos, entre eles o surfista Dávio Figueiredo, Dadá deixa uma contribuição que ultrapassa resultados e premiações. Sua influência está ligada à liberdade de expressão, à experimentação e à defesa de um surfe marcado pela criatividade e pela atitude.





