Educação

Projeto para levar jiu-jítsu às escolas avança na Alerj

Proposta do deputado Yuri Moura prevê a modalidade como disciplina eletiva na rede estadual. Em Petrópolis, projeto-piloto já atende 20 estudantes do CIEP Cecília Meireles.

A inclusão do jiu-jítsu como disciplina eletiva nas escolas estaduais do Rio de Janeiro começou a ganhar forma. O projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Yuri Moura avançou na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), com aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pedido de urgência para a tramitação.

Enquanto a proposta segue em análise no Legislativo, uma experiência-piloto já está em andamento no CIEP Cecília Meireles, no bairro de Corrêas, em Petrópolis. A iniciativa, viabilizada por meio de emenda parlamentar, atende inicialmente 20 estudantes e busca avaliar os resultados da prática da modalidade no ambiente escolar.

“Nosso sonho começou. Queremos demonstrar, na prática, o papel pedagógico, educacional, humano e filosófico das artes marciais, especialmente do Jiu-Jitsu. Acreditamos que essa iniciativa pode contribuir para a saúde, a disciplina, a formação cidadã e o desenvolvimento dos nossos estudantes”, afirmou Yuri Moura.

Projeto-piloto reúne escola e federação esportiva

A implantação no CIEP Cecília Meireles conta com a parceria da Federação de Jiu-Jítsu do Estado do Rio de Janeiro (FJJERIO), sob responsabilidade de Cléo Chaves, além do apoio da comunidade escolar. O diretor da unidade, Adriano Fecher, também participa da articulação para viabilizar as atividades.

Nesta primeira fase, 20 alunos participam das aulas. A quantidade de estudantes poderá aumentar conforme a adesão e as condições de funcionamento do projeto.

A experiência pretende reunir informações sobre a aplicação do jiu-jítsu no cotidiano escolar, contribuindo para avaliar a iniciativa e identificar possibilidades de expansão para outras unidades da rede pública.

Modalidade pode contribuir para o desenvolvimento dos alunos

Além dos benefícios relacionados à atividade física, o jiu-jítsu pode estimular habilidades como coordenação motora, consciência corporal e condicionamento físico.

No ambiente educacional, a prática também pode ser utilizada para trabalhar valores como respeito, disciplina, autocontrole, responsabilidade e convivência coletiva.

Segundo Yuri Moura, a proposta está relacionada à concepção de educação integral associada aos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), idealizados a partir das propostas de Leonel Brizola e Darcy Ribeiro. A iniciativa busca ampliar o papel da escola como espaço de aprendizagem, cultura, esporte e desenvolvimento humano.

Expansão está prevista para 2027

A expectativa é ampliar o projeto em 2027, com a implantação em pelo menos outras duas escolas de Petrópolis. Também existe a possibilidade de levar a experiência a unidades da capital fluminense e de outros municípios do estado.

Os resultados do projeto-piloto poderão contribuir para a discussão da proposta na Alerj, oferecendo elementos práticos para avaliar os benefícios e os desafios da inclusão do jiu-jítsu como disciplina eletiva na rede estadual.

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