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Cultura de Raiz celebra Consciência Negra com jongo em Teresópolis

A música, a poesia e as tradições afro-brasileiras marcaram a edição de novembro do Cultura de Raiz, realizada no domingo (1º), em Teresópolis. Em homenagem ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, o evento reuniu artistas locais e manifestações culturais no teatro da Casa de Cultura Adolpho Bloch (CCAB).

Conduzida pelo subsecretário municipal de Cultura, Arnaldo Almeida, a programação promoveu apresentações musicais, declamações de poemas e momentos de celebração da ancestralidade e da resistência da população negra.

A abertura ficou por conta das cantoras Sandra Saan, diretora da Casa de Cultura, e Marcia Vinchon. As artistas interpretaram “Olhos Coloridos”, canção gravada por Sandra de Sá que aborda o orgulho negro, a resistência cultural e o combate ao racismo.

A programação também contou com os versos autorais de dona Araci Cunha e a declamação de poemas e causos pelo poeta Afonso Domingues.

Música e poesia reuniram artistas locais

O público acompanhou apresentações de Rose Mary Braga e do músico Bruno Guedert, além do sertanejo romântico de Paulo Medeiros e dos clássicos do forró interpretados pelo trio Bravos da Terra, formado por André Barbosa, Cláudio da Conceição e Luiz Buíque.

Participante do Cultura de Raiz desde a criação do projeto, em 2009, dona Maria Melo homenageou Clotilde Soares, também pioneira da iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura. A homenagem incluiu uma versão autoral de “Parabéns pra Você” e a contação de causos.

O grupo Amadores do Samba apresentou duas canções marcantes da música brasileira: “Juízo Final”, de Nelson Cavaquinho e Élcio Soares, e “Canto das Três Raças”, eternizada na voz de Clara Nunes. As músicas abordam temas como esperança, superação e a formação histórica do povo brasileiro.

Também participaram da programação Crésio da Vila; Antonio Claret, com seu clarinete; Ivanil Rezende; Vera Borcard; Xando Pernambuco; e Mestre Bimbinho, acompanhado por Arnaldo Almeida no ganzá.

A apresentação teve ainda uma performance de malabares de Caetano Caminha e a participação do quarteto formado por Félix do Forró, Genaro da Zabumba, Chico do Triângulo e Luan Tecladista.

Jongo encerrou a edição especial

O encerramento ficou por conta do Jongo do Quilombo da Serra dos Órgãos, grupo dedicado à pesquisa e à salvaguarda do jongo e de outras manifestações de batuques de umbigada de herança afropindorâmica.

Certificado pelo Ministério da Cultura como ponto de cultura quilombola, o coletivo levou ao palco uma apresentação marcada pela ancestralidade, pela valorização das tradições afro-brasileiras e pela memória da resistência histórica da população negra.

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