A Receita Federal iniciou a edição de 2026 da Operação Fronteira, considerada a maior iniciativa conjunta de vigilância e repressão em pontos de fronteira terrestres, marítimos e aéreos do Brasil. A ação tem como objetivo combater rotas utilizadas para contrabando, descaminho e outros crimes, como tráfico de drogas, armas e espécies da fauna e da flora.
O lançamento ocorreu na terça-feira (3), durante reunião do Comitê Executivo do Programa de Proteção Integrada de Fronteira (PPIF).
Segundo a Receita Federal, a fiscalização busca impedir a entrada e a comercialização de produtos irregulares no país. A iniciativa também pretende combater a concorrência desleal, proteger os consumidores de mercadorias potencialmente nocivas e contribuir para a arrecadação de recursos destinados a políticas públicas.
Coordenada pela Receita Federal, a operação conta com a participação de diversas instituições de segurança pública, fiscalização e defesa. Entre elas estão as Forças Armadas, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, as polícias rodoviárias estaduais, as polícias militares e civis e as guardas municipais.
Também integram a mobilização órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A iniciativa ainda envolve organismos internacionais, como a Organização Mundial das Aduanas, além das Forças Armadas da Colômbia e do Peru. A integração permite compartilhar informações de inteligência e ampliar a capacidade de fiscalização e combate ao crime organizado.
Criada em 2021, com foco inicial nas fronteiras terrestres, a Operação Fronteira Receita Federal ampliou gradualmente sua área de atuação. Atualmente, os trabalhos também abrangem portos, aeroportos, rodovias e transportadoras utilizadas para a circulação de mercadorias ilegais.
Um dos resultados recentes dessa estratégia foi a apreensão de 146 quilos de entorpecentes, incluindo cocaína, crack e skunk, em uma transportadora de Fortaleza, no Ceará. A ação ocorreu na semana anterior ao lançamento da edição de 2026, em trabalho conjunto com a Polícia Civil do estado.
Na operação realizada no ano passado, foram apreendidos aproximadamente R$ 160 milhões em mercadorias ilegais e 3,5 toneladas de drogas. A mobilização também resultou na prisão em flagrante de 18 pessoas e na apreensão de 160 veículos utilizados em atividades criminosas.
Mais de 500 servidores da Receita Federal participaram dos trabalhos, além de centenas de agentes dos órgãos parceiros.
Entre os casos identificados durante a operação esteve a descoberta de um laboratório clandestino de canetas emagrecedoras em Natal, no Rio Grande do Norte. O local falsificava produtos de uma marca conhecida no mercado.
Outra ocorrência envolveu a retenção de mais de R$ 50 milhões em mercadorias armazenadas em um prédio de 19 andares, utilizado como centro de distribuição de produtos que haviam entrado irregularmente no Brasil.





