Segurança

Policial civil morre após ataque de traficantes na Avenida Brasil

O policial civil Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, morreu após ser baleado durante um ataque promovido por criminosos da Favela do Muquiço, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, na quarta-feira (8).

O agente integrava a Polícia Civil desde dezembro de 2023, estava lotado na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) desde maio deste ano e deixa esposa e dois filhos.

Ataque ocorreu durante diligência

Segundo a Polícia Civil, Carlos Alberto participava de diligências na Avenida Brasil quando a equipe foi alvo de disparos efetuados por traficantes.

Outro policial civil também foi baleado. Ele foi socorrido para o Hospital Municipal Albert Schweitzer e permanece internado em estado estável.

Carlos Alberto chegou a ser levado para a mesma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

“Neste momento de dor, a instituição se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho, prestando suas mais sinceras condolências.”

— Polícia Civil do Rio de Janeiro

Operação foi realizada após o ataque

Logo após o atentado, a Polícia Civil iniciou uma operação emergencial na Favela do Muquiço para localizar os responsáveis pelos disparos.

Durante a ação, uma viatura da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), que passava pela Avenida Brasil, também foi atingida por tiros. Policiais da DHBF prestaram apoio aos agentes envolvidos no confronto.

A corporação afirmou que ataques contra forças de segurança representam um ataque ao Estado e reforçou que seguirá atuando no combate às organizações criminosas.

Trânsito e escolas foram afetados

A operação provocou reflexos na Avenida Brasil. Segundo o Centro de Operações Rio (COR), faixas das pistas lateral e central, no sentido Centro, foram interditadas na altura da estação BRT Guadalupe, causando congestionamento.

Na área da educação, a Secretaria Municipal de Educação informou que as escolas da região funcionaram normalmente e encerraram as atividades em segurança, seguindo o protocolo Acesso Mais Seguro.

Já a Secretaria de Estado de Educação suspendeu as aulas em duas unidades localizadas na região e informou que os conteúdos serão repostos.

“O Governo do Estado acompanhará de perto as investigações para que os responsáveis por esse crime sejam identificados, presos e responsabilizados com o máximo rigor da lei.”

— Desembargador Ricardo Couto de Castro

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