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São Gonçalo reforça combate ao trabalho escravo com capacitação

Servidores das áreas de Assistência Social, Saúde e Educação participaram de treinamento para identificar e atender vítimas de trabalho escravo e tráfico de pessoas.

Servidores das secretarias municipais de Assistência Social, Saúde e Educação da Prefeitura de São Gonçalo participaram, nesta quarta-feira (5), de uma capacitação voltada ao combate ao trabalho escravo contemporâneo. O treinamento foi realizado na Faculdade Estácio, em Alcântara.

São Gonçalo foi o primeiro município do estado do Rio de Janeiro a receber, neste ano, a capacitação promovida pelo Projeto Estratégico de Capacitação da Rede de Atendimento às Vítimas de Escravidão Contemporânea (PRECAV), iniciativa do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), em parceria com o projeto Ação Integrada, da Cáritas-RJ.

O objetivo da formação foi preparar profissionais da rede municipal para identificar, acolher e atender vítimas de trabalho escravo e de tráfico de pessoas, fortalecendo a atuação integrada entre os serviços públicos.

“Fico muito feliz em receber esse projeto aqui na cidade, falando sobre um tema que parece antigo, mas, infelizmente, ainda é atual. É muito bom participarmos da capacitação, fortalecendo as nossas estratégias na atuação. Quando os trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social, da saúde e da educação recebem informações, elevamos o nível técnico e podemos ajudar a população da forma mais adequada.”

— Daiana Izabel

Durante a programação, foram apresentados painéis sobre a atuação do Ministério Público do Trabalho, ações desenvolvidas pelo Governo do Estado e o atendimento oferecido às vítimas após o resgate de situações de trabalho escravo.

“Entendemos que a informação é um elemento primordial para identificar as possíveis situações de trabalho escravo e o acompanhamento da vítima após o resgate. Após a capacitação, a nossa equipe técnica mantém o contato com a rede do município para ajudar no pós-resgate. As pessoas que estão na ponta dos atendimentos públicos precisam estar atentas sobre o que é o trabalho escravo e como devem agir nestes casos.”

— Débora Alves

Segundo os organizadores, a iniciativa busca fortalecer a rede de atendimento às vítimas e ampliar a capacidade dos profissionais para reconhecer sinais de exploração, garantindo encaminhamento adequado e assistência às pessoas resgatadas.

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