CotidianoNova Friburgo

Caminhos da Serra do Mar percorrem 300 km pela Mata Atlântica

Rota de longo curso conecta Magé a Nova Friburgo e atravessa áreas protegidas, montanhas, cachoeiras e trechos históricos do Rio de Janeiro.

Quem percorre as montanhas da Região Serrana e da Baixada Fluminense encontra, ao longo do caminho, a tradicional sinalização amarela das trilhas de longo curso brasileiras. Na rota Caminhos da Serra do Mar, a identidade visual é marcada pela silhueta do pico Dedo de Deus ao lado do desenho de uma pegada de bota.

Exclusiva para caminhada, a rota tem cerca de 300 quilômetros e liga o distrito de Suruí, em Magé, a Nova Friburgo. O percurso atravessa diferentes ambientes da Mata Atlântica, incluindo matas de encosta, campos de altitude, paredões rochosos, picos, poços e cachoeiras.

Entre os pontos de destaque está a Pedra do Sino, com 2.275 metros de altitude, considerada um dos principais marcos do montanhismo nacional.

A rota passa por Magé, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Nova Friburgo e atravessa áreas do Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense.

O trajeto inclui unidades de conservação como o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), o Parque Estadual dos Três Picos, áreas de proteção ambiental de Petrópolis e Macaé de Cima, além de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), vilarejos e propriedades privadas.

Percursos para diferentes experiências

Uma das características dos Caminhos da Serra do Mar é a possibilidade de realizar a rota de forma contínua ou percorrer seus trechos de maneira independente.

O primeiro núcleo reúne o Caminho do Ouro, a Travessia Cobiçado–Ventania, a Trilha Uricanal, o Morro do Açu, a Travessia Petrópolis–Teresópolis e a Pedra do Sino.

Caminho do Ouro

Com aproximadamente 6 quilômetros, o Caminho do Ouro, também conhecido como Atalho do Proença, conecta Vila Inhomirim, em Magé, ao Alto da Serra, em Petrópolis.

O trecho foi aberto em 1723 para o transporte de ouro de Minas Gerais até o Rio de Janeiro. Durante o percurso, é possível encontrar o calçamento da antiga estrada carroçável da Serra da Estrela e vestígios da primeira ferrovia do país, que ligava o Porto de Mauá à Vila Inhomirim.

Travessia Cobiçado–Ventania

Com cerca de 12 quilômetros, a Travessia Cobiçado–Ventania percorre, em grande parte, as cristas das montanhas.

O caminho passa por pontos como o Pico do Cobiçado, o Morro dos Vândalos, a Pedra do Diabo, o Tridente e o Alto do Ventania, que chega a aproximadamente 1.740 metros de altitude.

O percurso também proporciona vistas panorâmicas das cidades do Rio de Janeiro e Petrópolis.

Trilha Uricanal

A Trilha Uricanal possui aproximadamente 6 quilômetros e conecta os bairros do Caxambu e do Bonfim, em Petrópolis.

O percurso acompanha o leito do rio e conta com poços e pequenas cachoeiras utilizados para banho e descanso. O visitante também pode conhecer um bosque de pinheiros centenários.

Morro do Açu

Com 2.216 metros de altitude, o Morro do Açu é acessado pela sede do PARNASO, no Vale do Bonfim.

O percurso passa pela Cachoeira Véu de Noiva, que possui 30 metros de queda, e segue até as formações rochosas dos Castelos do Açu.

O trecho é procurado por visitantes interessados em pernoite e contemplação do nascer do sol.

Travessia Petrópolis–Teresópolis

A Travessia Petrópolis–Teresópolis conecta o Morro do Açu à Pedra do Sino em um percurso de 9 quilômetros pela parte alta da Serra dos Órgãos.

Ao longo do caminho, o visitante atravessa seis vales e campos de altitude com espécies de plantas endêmicas, além de pontos com vista para até sete municípios fluminenses.

A Pedra do Sino, com 2.275 metros de altitude, é um dos principais pontos da travessia. A descida até a sede do PARNASO, em Teresópolis, tem 11,5 quilômetros e passa pela Cachoeira do Papel, conectando-se ao trecho inicial da rota.

Natureza, história e turismo de aventura

Os Caminhos da Serra do Mar podem ser acessados por diferentes municípios e permitem desde passeios de um dia até expedições de vários dias.

Além da caminhada, o percurso reúne possibilidades de observação de fauna e flora, observação de aves, contemplação de paisagens, banhos em cachoeiras e poços naturais, visitas a grutas e museus históricos.

As trilhas de longo curso também podem oferecer atividades como cicloturismo, canoagem, montanhismo, corridas, campismo e observação de formações geológicas.

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas de longo curso, que atravessam 327 unidades de conservação. Juntas, essas rotas somam mais de 25 mil quilômetros planejados.

A identificação é feita por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode receber elementos próprios para representar cada percurso.

Botão Voltar ao topo