Economia

Emprego formal cresce 2,41% e supera 1,13 milhão de vagas em 2026

Novo Caged registrou saldo positivo de 165,8 mil postos em agosto; Serviços e Construção lideram a geração de empregos no ano

O mercado formal de trabalho brasileiro registrou saldo positivo de 165.827 empregos em agosto, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foram 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos no mês.

Com o resultado, o país chegou a 48.244.696 vínculos formais de emprego e acumulou 1.134.033 novos postos entre janeiro e agosto de 2026, uma alta de 2,41%.

Serviços e Construção concentram maior crescimento

Os cinco grandes setores da economia registraram aumento no número de empregos formais no acumulado do ano.

Serviços liderou a geração de vagas, com 697.859 novos postos e crescimento de 3,05%. A Construção veio na sequência, com 200.431 empregos e alta de 6,79%.

A Indústria acumulou 170.442 novos postos, crescimento de 1,90%. Já a Agropecuária registrou saldo positivo de 56.024 empregos, alta de 3,09%. O Comércio teve crescimento de 9.300 postos, equivalente a 0,09%.

Considerando os últimos 12 meses, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, o mercado formal registrou crescimento de 887.708 empregos, uma expansão de 1,87%.

Rio de Janeiro está entre os estados que mais geraram empregos

Em agosto, todos os 24 estados considerados no levantamento apresentaram saldo positivo. Em números absolutos, São Paulo liderou com 42.533 novos postos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 20.886, e Pernambuco, com 13.428.

No acumulado de 2026, São Paulo também aparece na primeira posição, com 306.883 empregos gerados. Minas Gerais teve saldo de 123.176 e o Rio de Janeiro registrou 77.670 novos postos.

Em termos proporcionais, os maiores crescimentos no ano foram observados no Amapá, com 6,30%, Piauí, com 4,27%, e Acre, com 4,09%.

Mulheres e jovens tiveram saldo positivo em agosto

O mercado formal apresentou saldo positivo tanto entre homens quanto entre mulheres em agosto. Foram 81.838 novos postos ocupados por homens e 83.989 por mulheres.

A população de até 24 anos registrou saldo positivo de 128.997 empregos no mês. Entre os níveis de escolaridade, pessoas com ensino médio completo tiveram o maior saldo, com 100.939 postos, seguidas por trabalhadores com ensino médio incompleto, com 23.651.

Também houve saldo positivo entre trabalhadores pardos, com 117.830 vagas, brancos, com 38.401, pretos, com 19.062, e indígenas, com 242.

Salário médio de admissão fica em R$ 2,4 mil

O salário médio real de admissão chegou a R$ 2.410,74 em agosto. O valor ficou praticamente estável em relação a julho, quando a média foi de R$ 2.411,48.

Na comparação com agosto de 2025, quando o salário médio real de admissão era de R$ 2.386,43, houve aumento de R$ 24,31, equivalente a 1,02%.

Dos empregos gerados em agosto, 73,5% corresponderam a vínculos considerados típicos, com saldo de 121.964 postos. Os outros 26,5% foram classificados como vínculos não típicos, principalmente trabalhadores com jornada de até 30 horas e aprendizes.

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