
Plataforma P-35 deve chegar ao antigo Estaleiro Inhaúma na segunda
Unidade da Petrobras, com mais de 330 metros de comprimento, passou por serviços de manutenção na Ilha das Cobras; previsão é que o estaleiro no Caju volte a operar até janeiro de 2027.
A plataforma P-35, da Petrobras, tem previsão de acostagem na próxima segunda-feira (19) no antigo Estaleiro Inhaúma, no bairro do Caju, na zona portuária do Rio de Janeiro. A unidade, do tipo FPSO e com mais de 330 metros de comprimento, passou por intervenções para permitir o deslocamento sob o vão central da Ponte Rio-Niterói.
Os serviços incluíram a desmontagem de parte do flare e do turret. A plataforma está há mais de 20 anos em operação e recebeu trabalhos de manutenção na Base Naval da Ilha das Cobras, na Baía de Guanabara.
Estaleiro se prepara para retomar atividades
O antigo Estaleiro Inhaúma, inaugurado no fim da década de 1950, estava sem realizar obras de construção e reparo naval havia cerca de dez anos. A área foi adquirida pelo grupo filipino ICTSI, que também opera o Rio Brasil Terminal (RBT), no Porto do Rio.
Em visita às instalações na quarta-feira (14), o gerente de programas estruturantes da Petrobras, Wagner Victer, informou que o dique seco está totalmente esgotado, os dois guindastes foram recuperados e as equipes já atuam no local.
“Até janeiro de 2027, o estaleiro estará totalmente liberado e com o licenciamento realizado para voltar a começar a operar e realizar reparos”, afirmou Victer em publicação nas redes sociais.
Segundo ele, o dique seco poderá estar apto a receber obras em menos de 90 dias. A visita contou com técnicos da Petrobras e representantes da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
P-35 passou por limpeza e retirada de equipamentos
No primeiro semestre de 2026, a plataforma atracou na Base Naval da Ilha das Cobras. A operação durou cerca de 15 horas e envolveu profissionais da Petrobras, da Marinha do Brasil e da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron).
Na base naval, a unidade passou por limpeza de bioincrustações no casco, retirada do flare e remoção de efluentes dos tanques.
A Clip Offshore, joint venture formada pelo Gavea Group e pela Companhia Logística Industrial do Porto, empresa do grupo ICTSI, tem contrato com a Petrobras relacionado à P-35. A Gavea atua na preservação e manutenção da plataforma, com serviços de movimentação de cargas, limpeza de tanques, gerenciamento de resíduos e reparos.
O destino definitivo da unidade ainda será definido pela Petrobras.
Projeto prevê expansão das atividades portuárias e offshore
A aquisição da área do antigo estaleiro faz parte da estratégia de expansão da ICTSI no Rio de Janeiro. O grupo comprou, em 2024, 321 mil metros quadrados de um terreno total de 420 mil metros quadrados.
O projeto prevê a implantação de um terminal de uso privado e a ampliação das atividades ligadas à indústria naval, incluindo reparos, desmantelamento e reciclagem de ativos offshore, além de serviços de apoio ao setor de petróleo e gás.
O empreendimento Clip deverá ocupar 171 mil metros quadrados. Parte da área será destinada a instalações administrativas relacionadas ao terminal arrendado no Porto do Rio, permitindo novas etapas de expansão do pátio de contêineres.
Para a área do Rio Brasil Terminal, a empresa anunciou, em 2025, investimentos de R$ 948 milhões para ampliar a capacidade de movimentação. O projeto também inclui a transformação de áreas antes ocupadas por antigos armazéns em pátios operacionais.





