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Itaboraí realiza quinta captação de órgãos e tecidos em hospital municipal

Procedimento no Hospital Desembargador Leal Júnior resultou na captação de duas córneas, autorizada pela família de uma paciente de 73 anos, e reforçou a importância da conscientização sobre a doação.

O Hospital Municipal Desembargador Leal Júnior (HMDLJ), em Nancilândia, Itaboraí, realizou nesta quinta-feira (15) o quinto procedimento de captação de órgãos e tecidos da unidade. A ação foi conduzida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Programa Estadual de Transplantes (PET).

O procedimento ocorreu após a confirmação de um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico em uma paciente de 73 anos. Com a autorização dos familiares, foram captadas as duas córneas, que poderão ser destinadas a pacientes que aguardam por um transplante.

A operação mobilizou profissionais do Centro de Terapia Intensiva (CTI), do centro cirúrgico, da assistência social e da psicologia. A equipe multidisciplinar acompanhou as etapas do processo e prestou acolhimento aos familiares da doadora.

Doação pode beneficiar pessoas que aguardam transplante

Segundo os dados citados pela Secretaria Municipal de Saúde, aproximadamente 49 mil brasileiros aguardam por algum tipo de transplante. Desse total, mais de 36 mil esperam por córneas, tecido que pode permitir a recuperação da visão em pacientes com indicação para o procedimento.

A secretária municipal de Saúde, Analice Rangel, destacou a importância da solidariedade das famílias e da condução responsável do processo.

“A doação de órgãos e tecidos é um gesto de solidariedade que pode transformar a vida de outras pessoas e de suas famílias. Nosso compromisso é garantir que todo o processo seja conduzido com responsabilidade, segurança e acolhimento, respeitando a decisão dos familiares e reconhecendo a importância desse ato de generosidade”, ressaltou.

Para a subsecretária municipal de Urgência e Emergência, Gisele Mataruna, a integração entre os profissionais é fundamental para garantir a segurança do procedimento e o atendimento humanizado aos familiares.

“Cada captação envolve uma rede de profissionais comprometidos com a segurança do procedimento e, principalmente, com o cuidado e o respeito à família. É fundamental que esse acolhimento caminhe junto com a conscientização sobre a doação, para que mais pessoas tenham a oportunidade de receber um transplante”, afirmou.

Procedimento envolve equipes municipais e estaduais

O diretor-geral do hospital, Paulo Coelho, explicou que a captação depende de um trabalho conjunto, que inclui a identificação dos casos, o contato com as equipes responsáveis e o diálogo com os familiares.

“O processo envolve desde a identificação e a comunicação dos casos às equipes responsáveis até o diálogo com os familiares e a atuação integrada com o Programa Estadual de Transplantes. A homenagem realizada pelos profissionais do hospital às famílias doadoras, é uma forma de reconhecer a solidariedade que pode beneficiar outras vidas”, afirmou.

O Programa Estadual de Transplantes coordena ações de captação e transplantes no Rio de Janeiro, seguindo os protocolos do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). A parceria com o hospital municipal permite a articulação entre as equipes locais e estaduais.

A retirada de órgãos ou tecidos destinados a transplantes, chamada de explante, deve seguir os protocolos técnicos e legais, com respeito à dignidade do doador e de seus familiares.

Autorização familiar é fundamental para a doação

A autorização da família é uma etapa essencial para a doação de órgãos e tecidos após a morte. Por isso, o acesso à informação e o diálogo sobre o tema são importantes para ampliar o conhecimento da população sobre a possibilidade de salvar ou melhorar a vida de outras pessoas por meio de transplantes.

A quinta captação realizada no HMDLJ reforça a atuação conjunta dos profissionais de saúde de Itaboraí e a continuidade das ações de conscientização sobre a doação ao longo do ano.

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