Polícia investiga morte de outro entregador
A Polícia Civil informou que Wendrel Silva da Rocha foi identificado como a vítima fatal do confronto. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e realiza diligências para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis.
A Polícia Militar informou que agentes do 9º BPM (Rocha Miranda) foram chamados para verificar informações sobre um possível ataque armado de criminosos oriundos da Serrinha na comunidade Congonha, em Madureira.
Durante o patrulhamento, os policiais avistaram um veículo saindo da região em alta velocidade. Na abordagem, encontraram um homem baleado sendo transportado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. A ocorrência foi registrada na 29ª DP (Madureira).
Moradores relatam momentos de tensão
Segundo Adriana, os disparos duraram cerca de uma hora. Ela contou que o tiroteio impediu a circulação de moradores e trabalhadores e relatou episódios de violência durante a ação dos criminosos.
“Foi muito, mas muito tiro. Pelo barulho, parecia que era dentro de casa. Ninguém conseguia sair, quem tava na rua não conseguia entrar na comunidade. Eles estavam parando todo mundo no meio da rua, invadiram a casa de santo de um amigo nosso. Foi uma sessão de horror. Madureira ficou esquecida pelos nossos governantes”, afirmou.
A mãe do entregador também lembrou que o filho já havia sido atingido durante outro episódio de violência armada. Em agosto de 2024, ele foi uma das vítimas de um ataque a tiros contra um bar na Rua Silvio Tibiriçá, em Turiaçu. Na ocasião, quatro pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas.
Segundo Adriana, Luís Cláudio estava saindo para fazer uma entrega quando começou o tiroteio e foi atingido de raspão.
Diante do novo episódio, ela pediu mais segurança para os moradores e trabalhadores da região.
“Nossos filhos não podem deixar de trabalhar. A gente precisa de segurança para ir e vir, porque daqui a pouco a gente não consegue sair para trabalhar. A bandidagem já tomou conta. Isso está errado. A gente paga imposto, a gente paga nossas contas em dia. O mínimo que a gente tem direito é segurança, porque hoje foi meu filho e amanhã vai ser o filho de outra”, declarou.





