Bares e botequins do Rio movimentam R$ 269 milhões por ano
Circuito reúne 52 estabelecimentos reconhecidos como Patrimônio Cultural Carioca e recebe cerca de 2,9 milhões de clientes anualmente
Os 52 bares, restaurantes e botequins que integram o Circuito de Botequins, reconhecidos como Patrimônio Cultural Carioca, movimentam cerca de R$ 268,9 milhões por ano no Rio de Janeiro. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela Prefeitura do Rio por meio da Riotur, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), da Secretaria de Coordenação Governamental (SMCG) e do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH).
Segundo o estudo, os estabelecimentos recebem aproximadamente 2,9 milhões de clientes por ano, o equivalente a 242,1 mil consumidores por mês. O faturamento médio mensal do circuito chega a R$ 22,4 milhões.
Os espaços também têm participação no turismo da cidade. Em média, 24% dos clientes são visitantes de outras cidades ou países. Entre os estrangeiros, os argentinos aparecem como o principal grupo de visitantes.
O tíquete médio registrado nos estabelecimentos é de R$ 78,94. Juntos, os 52 bares, restaurantes e botequins empregam cerca de 1,2 mil trabalhadores, com média de 23,4 profissionais por estabelecimento.
Consumo e tradição
O levantamento também aponta o volume de bebidas consumidas ao longo do ano. São aproximadamente 3,5 milhões de chopps e 435,9 mil drinks, o que representa médias mensais de 289,1 mil chopps e 36,3 mil drinks.
Entre os pratos e petiscos mais consumidos, carnes e churrascos aparecem em primeiro lugar, correspondendo a 42,2% das escolhas registradas.
Os estabelecimentos do circuito têm, em média, 73 anos de existência. O ano médio de fundação é 1953, mostrando a presença de negócios que atravessaram diferentes períodos da história da cidade.
Para o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, os estabelecimentos têm relação direta com a cultura, a gastronomia e o turismo carioca.
“Cultura, gastronomia e turismo se encontram nesses espaços, que preservam tradições e movimentam a economia. A série ‘Patrimônios do Rio’, idealizada pela Riotur, contribui para valorizar esse acervo, dando ainda mais visibilidade a lugares, personagens e histórias que ajudam a ampliar a experiência dos moradores e de quem visita a cidade.”
— Bernardo Fellows, presidente da Riotur
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, destacou a relação entre a preservação desses estabelecimentos e a atividade econômica.
“Esses estabelecimentos mostram como a identidade de uma cidade também pode ser um ativo econômico. Ao preservar negócios que atravessam gerações, o Rio mantém vivas referências que ajudam a diferenciar a cidade, fortalecer sua economia criativa e ampliar as oportunidades geradas pelo turismo e pela experiência de quem visita o Rio.”
— Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico
Novo Mercado São José ganha episódio especial
A Riotur também prepara um episódio especial da série digital “Patrimônios do Rio” dedicado ao Novo Mercado São José, em Laranjeiras. O lançamento está previsto para segunda-feira (21), data que marca um ano da reabertura do estabelecimento.
Inaugurado em 1944 como mercado popular, o espaço se tornou um ponto de encontro tradicional do bairro e foi reconhecido como Patrimônio Cultural Carioca em 1994.
Depois de permanecer sete anos fechado, o mercado passou por restauração realizada pela Prefeitura do Rio e foi reaberto em 21 de setembro de 2025, iniciando uma nova fase como polo gastronômico e cultural.
A série “Patrimônios do Rio” é realizada pela Riotur em parceria com o IRPH e apresenta histórias, personagens e tradições de locais reconhecidos como patrimônio cultural carioca. Lançado em 2025, o projeto está em sua segunda temporada.
Os episódios estão disponíveis no canal oficial da Riotur no YouTube.





