Brasil pode registrar ondas de calor nos próximos meses com El Niño
O Brasil deve enfrentar temperaturas mais elevadas e períodos de calor intenso nos próximos meses, sob influência do fenômeno El Niño. O prognóstico climático para novembro, dezembro de 2026 e janeiro de 2027 indica condições favoráveis para temperaturas acima da média na maior parte do território nacional.
A estimativa é de que os termômetros registrem médias entre 1°C e 2°C acima dos valores históricos em praticamente todo o país. Em parte do Pará, a elevação pode variar de 2°C a 3°C.
O cenário também aumenta a possibilidade de ondas de calor. Segundo os meteorologistas, bloqueios atmosféricos podem permanecer estacionados sobre determinadas regiões, dificultando a passagem de sistemas que provocam mudanças no tempo. Essas condições favorecem a manutenção de temperaturas elevadas, especialmente na área central do Brasil.
O boletim é elaborado pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
El Niño deve influenciar distribuição das chuvas
Além do calor, o fenômeno deve alterar o regime de chuvas em diferentes regiões. A previsão aponta redução dos volumes de precipitação no norte e no leste da Amazônia, enquanto o Sul do país deve registrar índices acima da média.
Há alta confiança na continuidade das chuvas mais intensas na Região Sul durante o trimestre. Em parte do sul do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a maior frequência de precipitações também pode favorecer temperaturas abaixo da média.
Na Região Norte, grande parte do território deve enfrentar condições de chuva abaixo do esperado. A tendência de redução também alcança áreas do Nordeste e os estados de Mato Grosso e Goiás.
Sudeste teve chuva acima da média em setembro
O prognóstico também destaca que, em setembro, foram registrados volumes de chuva superiores à média na porção centro-sul da Região Sudeste.
De acordo com os meteorologistas, o comportamento foi influenciado pela oscilação da posição do jato subtropical, corrente de ventos em altos níveis da atmosfera que interfere na trajetória dos sistemas frontais.
As projeções climáticas são elaboradas com base em modelos numéricos e têm como objetivo antecipar tendências para os próximos meses. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário pode sofrer atualizações ao longo do período.





