Polícia procura quatro suspeitos de assalto a empresário no Recreio
Vítima foi baleada durante o roubo de um cordão de ouro e perdeu um rim, o baço e parte do pâncreas. Disque Denúncia divulgou cartaz com fotos dos investigados.
A Polícia Civil procura quatro homens investigados por participação no assalto a um empresário de 66 anos, baleado no estacionamento de um supermercado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. O crime ocorreu em 10 de julho, quando Eduardo Pedrosa Alves teve um cordão de ouro roubado e foi atingido por um disparo.
O Disque Denúncia divulgou um cartaz com fotos dos suspeitos e solicita informações que ajudem a polícia a localizá-los. Os investigados são Thiago Leandro Santiago da Silva, conhecido como TH; Gustavo Mendes Rocha, o Novato; Flávio Henrique Sant’Anna da Silva, chamado de Neném; e Wilson dos Santos Laureano.
Segundo a Polícia Civil, os quatro são investigados por tentativa de latrocínio, crime caracterizado pela tentativa de matar para viabilizar um roubo.

Imagens mostram a abordagem e a fuga
Câmeras de segurança registraram o momento em que Eduardo deixou o supermercado e caminhou até o estacionamento. Na sequência, os criminosos anunciaram o assalto e um deles atirou contra o empresário, que caiu no chão. Após a fuga inicial, um dos homens voltou e retirou o cordão de ouro da vítima.
De acordo com as investigações, dois homens atuaram como olheiros e monitoraram o empresário dentro do estabelecimento. Um deles, Anderson Mateus dos Santos, já foi preso. O segundo aparece nas imagens usando boné, mas ainda não foi identificado. A polícia pede informações que ajudem a descobrir sua identidade e localização.
Outras imagens analisadas pelos investigadores indicaram a participação de dois carros, além da motocicleta utilizada diretamente na abordagem. Em um dos registros, um dos olheiros sai de um veículo, entrega um objeto ao motociclista e depois entra no estacionamento. Após o assalto, os carros e a moto deixam o local.
A delegada Talita Stivanello afirmou que a análise das gravações revelou uma atuação organizada, com pessoas responsáveis por monitorar a vítima, transportar os envolvidos e facilitar a fuga.
“Nós percebemos, pela análise das imagens de câmera de segurança, que é uma quadrilha extremamente organizada. Ela contou com dois olheiros que estavam dentro do supermercado. Nós tivemos duas pessoas responsáveis: uma por levar o olheiro até o supermercado, outra levou o atirador até a rua de trás do supermercado e, logo depois de praticar o crime, essa mesma pessoa busca o executor e o retira do local”
— Talita Stivanello, delegada
Polícia detalha participação dos investigados
Conforme a investigação, Gustavo teria pilotado a motocicleta usada no crime, enquanto Thiago estava na garupa e seria o responsável pelo disparo contra o empresário.
A polícia aponta que Flávio levou Thiago de carro até o encontro com Gustavo e ajudou na fuga depois do assalto. Já Wilson teria transportado um dos homens que monitoraram a vítima dentro do supermercado.
Os investigadores também apuraram que o cordão roubado foi vendido por R$ 6,8 mil, valor que teria sido dividido entre os envolvidos. A polícia trabalha agora para identificar os receptadores da joia.
Segundo a delegada, há indícios de que o grupo tenha atuado na região do Recreio, mas as investigações não descartam crimes em outras áreas. Os suspeitos, conforme ela, não moram no bairro.
Empresário segue internado mais de três meses após o ataque
Mais de três meses depois do assalto, Eduardo Pedrosa Alves continua internado. Em consequência do disparo, ele perdeu um rim, o baço e parte do pâncreas.
A filha da vítima, Priscila Pedrosa, pediu a prisão dos envolvidos e destacou o impacto do crime sobre a família.
“Esses criminosos estão soltos nas ruas fazendo novas vítimas. O mínimo que a gente queria era que eles fossem presos para pagar por todo o sofrimento que fizeram a nossa família passar e continua passando, e para que não façam novas vítimas e transformem a vida de outras pessoas numa tragédia, como transformaram a nossa”
— Priscila Pedrosa, filha do empresário
A Polícia Civil e o Disque Denúncia pedem que qualquer informação sobre os investigados seja repassada às autoridades.





