Esportes

Marcos Lamacchia vence leilão e avança para assumir SAF do Vasco

Almirante Participações, única concorrente, teve proposta homologada pela Justiça nesta sexta-feira (25); negócio ainda depende de aprovações no clube

A Almirante Participações, empresa ligada ao empresário Marcos Lamacchia, venceu nesta sexta-feira (25) o leilão para aquisição de 90% da SAF do Vasco. A proposta foi homologada pela Justiça do Rio de Janeiro, em mais uma etapa do processo de mudança no controle do futebol do clube.

A empresa era a única concorrente habilitada no processo competitivo e havia sido definida como stalking horse bidder, condição que lhe garantia prioridade na apresentação da oferta e o direito de igualar uma eventual proposta superior.

A oferta apresentada pela Almirante gira em torno de R$ 3 bilhões e prevê R$ 500 milhões em aportes destinados ao futebol do Vasco.

Venda ainda depende de novas aprovações

Apesar da homologação do resultado do leilão, Marcos Lamacchia ainda não assume imediatamente o controle da SAF. A operação precisa passar pelo Conselho Deliberativo do Vasco e, posteriormente, ser submetida à Assembleia Geral Extraordinária do clube.

Também existe uma investigação em andamento na Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) para avaliar um possível conflito de interesses relacionado à negociação.

A conclusão da operação dependerá, portanto, das aprovações previstas no processo e das análises relacionadas à negociação.

Almirante já havia feito aporte ao Vasco

Nesta semana, a Almirante Participações depositou R$ 27 milhões referentes a dois anos de pagamentos relacionados à Recuperação Judicial. O valor faz parte das garantias exigidas pelo edital e busca resguardar o clube diante do vencimento de créditos durante o processo de venda da SAF.

Antes do leilão, a empresa também havia concedido um empréstimo DIP de R$ 150 milhões ao Vasco. Desse montante, R$ 65 milhões foram utilizados pelo clube para o pagamento de premiações ao elenco e de parcelas da Recuperação Judicial.

Até o momento, não há previsão para o depósito dos R$ 85 milhões restantes do empréstimo.

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