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Flamengo aciona agência para tentar barrar venda da SAF do Vasco a Marcos Lamacchia

O Flamengo acionou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para solicitar a análise e um possível veto à negociação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco com o empresário Marcos Lamacchia. O clube rubro-negro alega que a operação pode contrariar as regras do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF) e da Lei Geral do Esporte sobre participação em mais de um clube da mesma competição.

A manifestação do Flamengo tem como base a Seção 9 do Regulamento de Sustentabilidade Financeira, que trata da propriedade de múltiplos clubes, além do artigo 62 da Lei Geral do Esporte. Segundo o entendimento apresentado pelo clube, a relação familiar entre Marcos Lamacchia e José Lamacchia, marido da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, pode ser objeto de análise pela agência reguladora.

ANRESF solicita esclarecimentos ao Vasco

Antes mesmo do pedido feito pelo Flamengo, a ANRESF já havia encaminhado um ofício ao Vasco solicitando informações sobre a negociação e os termos da possível venda da SAF. O clube cruz-maltino tem prazo para responder aos questionamentos da entidade.

José Lamacchia é avalista da negociação conduzida por seu filho, Marcos Lamacchia. Nos últimos dias, ambos concederam entrevistas comentando o interesse na aquisição da SAF vascaína.

Regras sobre influência em mais de um clube

O artigo 86 do Sistema de Sustentabilidade Financeira estabelece que nenhuma pessoa física ou jurídica pode exercer, direta ou indiretamente, controle ou influência significativa sobre mais de um clube que dispute a mesma competição.

A norma considera influência significativa a capacidade de interferir em decisões administrativas, financeiras ou operacionais, incluindo poder de veto, indicação de dirigentes ou participação relevante nos direitos de voto.

Já a Lei Geral do Esporte também proíbe que uma mesma pessoa, ou familiares até o segundo grau, detenham participação simultânea na gestão ou no capital de clubes que disputem a mesma competição profissional.

O caso segue em análise pela ANRESF, que avaliará se a negociação atende às normas de sustentabilidade financeira e de integridade esportiva antes de qualquer decisão sobre a operação.

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