IML aponta que bebê encontrado carbonizado no DF nasceu com vida
Exames indicam que recém-nascido já estava morto quando o corpo foi queimado; mãe e companheiro respondem por infanticídio
Exames preliminares realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML) apontam que o recém-nascido encontrado carbonizado no Recanto das Emas, no Distrito Federal, nasceu com vida. Segundo o delegado Zander Pacheco, responsável pela investigação, a criança já estava morta quando o corpo foi atingido pelo fogo. A perícia, porém, não conseguiu determinar quando ocorreu a morte nem a causa.
A Polícia Civil identificou o homem que aparece nas imagens ateando fogo ao local onde o corpo foi deixado. Segundo os investigadores, os elementos reunidos até o momento indicam que ele não sabia que havia um corpo de criança no terreno. O suspeito seria ouvido nesta segunda-feira (28).
O caso foi investigado pela 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas). A mãe, Luana da Silveira Fonseca, de 35 anos, e o companheiro, Wellington Ferreira da Cruz, de 56, respondem por infanticídio.
Mãe mudou versão sobre morte do bebê
Em depoimento à Justiça, Luana afirmou que o bebê nasceu no vaso sanitário e teria se afogado logo após o parto. Inicialmente, ela havia declarado que a criança já havia nascido morta.
Imagens de câmeras de segurança mostraram a mulher saindo de casa com uma sacola, seguindo até o local onde o corpo foi encontrado e retornando para a residência.
Segundo a investigação, o companheiro aparece nas imagens indicando o local onde ela deveria deixar a sacola. O casal morava a poucos metros do terreno onde o recém-nascido foi encontrado.
A polícia havia informado inicialmente que ainda aguardava a perícia para determinar se o bebê estava vivo quando foi abandonado. Os resultados preliminares do IML agora indicam que houve nascimento com vida, mas não esclarecem o momento exato da morte.
Companheiro continua preso
Luana foi solta no sábado (26), após audiência de custódia, e responde ao processo em liberdade, com medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Já Wellington teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e permanece preso. Na decisão, o juiz considerou suficientes as medidas cautelares aplicadas à mulher, enquanto apontou, em relação ao companheiro, elementos encontrados na residência do casal e o histórico criminal mencionado no processo.
Corpo foi encontrado em meio a entulhos
O corpo do recém-nascido foi localizado na manhã de sexta-feira (25), na Quadra 400 do Recanto das Emas, em meio a lixo e entulho que haviam sido queimados.
Segundo a polícia, o bebê ainda estava com a placenta e o cordão umbilical. As imagens de segurança foram fundamentais para identificar a mãe e reconstruir parte da movimentação antes de o corpo ser encontrado.
A Polícia Civil também identificou o homem que aparece ateando fogo no local. Conforme os investigadores, não há, até o momento, indicação de que ele soubesse da presença do corpo no terreno.
Com os resultados preliminares do IML e a identificação do homem que incendiou o local, a investigação policial sobre a morte do bebê foi encerrada, e o caso segue agora na Justiça.





