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Inea identifica derivados pesados de petróleo em pelotas em Ipanema

Análises encontraram níquel e vanádio no material recolhido em três pontos da praia, mas origem das pelotas ainda não foi determinada

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) identificou frações características de derivados pesados de petróleo nas pelotas escuras encontradas na Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em julho. As análises também detectaram a presença de níquel e vanádio, elementos associados à composição do petróleo cru e de combustíveis marítimos pesados.

As amostras foram recolhidas em três pontos da orla — nos Postos 8, 9 e 10 — depois que banhistas relataram, em 9 de julho, a presença de placas escuras e pegajosas na areia. Na ocasião, fragmentos do material foram registrados em vídeos e descritos como uma substância que grudava nos pés.

Origem do material ainda é investigada

Apesar de confirmar a presença de compostos derivados de petróleo, o Inea informou que os resultados das análises ainda não permitem determinar a origem das pelotas.

Entre as possibilidades avaliadas pelo órgão estão resíduos provenientes de operações de limpeza de tanques e de combustíveis marítimos pesados, conhecidos como bunker.

O instituto mantém o monitoramento do litoral e acompanha semanalmente a possibilidade de novos registros do material nas praias da orla do Rio.

Inea orienta evitar contato direto

Durante a ocorrência, o Inea informou que não havia evidências de contaminação que justificassem a restrição ao banho de mar. Mesmo assim, o órgão recomendou que a população evitasse o contato direto com as pelotas.

A orientação considera a possibilidade de irritação da pele e de impregnação do material em roupas e calçados.

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