
Terceiro encontro técnico reuniu municípios, concessionárias, comitês de bacia e instituições para discutir soluções para a Região Leste da Baía de Guanabara.
Itaboraí sediou, nesta sexta-feira (2), o 3º Encontro Técnico sobre Alternativas de Abastecimento Hídrico da Região Leste da Baía de Guanabara. O evento foi realizado no auditório do Instituto Federal Fluminense (IFF) e reuniu representantes de diferentes setores envolvidos na gestão dos recursos hídricos.
Promovido pela Secretaria de Estado de Ambiente e Sustentabilidade (SEAS), com apoio da Prefeitura de Itaboraí, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, o encontro faz parte de um processo de estudos voltado à ampliação da disponibilidade de água na região.
A área analisada envolve principalmente Itaboraí, São Gonçalo e Niterói, além de trechos de Guapimirim e Cachoeiras de Macacu.
Estudos avaliam alternativas para ampliar oferta
Durante a reunião, foram apresentadas fontes e alternativas consideradas nos estudos para aumentar a disponibilidade hídrica. Também foram discutidas as premissas e os critérios que serão utilizados para analisar e hierarquizar as possibilidades.
O encontro ainda abriu espaço para contribuições técnicas dos participantes. A proposta é que as discussões ajudem a construir conjuntamente as alternativas que poderão avançar para as próximas etapas.
“Esse terceiro encontro faz parte de um processo mais amplo de discussão e construção de um plano para o nosso estado. Hoje, a nossa expectativa é conseguir afunilar o que estamos fazendo e chegar a um arranjo de soluções que possa efetivamente sair do papel. Mas não queremos convergir sozinhos. Esse é um trabalho que precisa de uma validação conjunta, com a participação dos municípios, concessionárias, comitês de bacia, academia e outras instituições interessadas e preocupadas com esse tema”, destacou a subsecretária de Recursos Hídricos da SEAS, Moema Versiani.
Segundo a subsecretária, os estudos devem servir de base para a definição das intervenções necessárias ao aumento da oferta de água. Após a avaliação das alternativas, novos debates deverão ocorrer até a definição das soluções que poderão seguir para as etapas seguintes.
Itaboraí participa das discussões sobre abastecimento
A participação de Itaboraí no processo é considerada estratégica em razão do atual modelo de abastecimento do município. A água utilizada pela população é proveniente de um manancial cuja captação envolve a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE), enquanto a distribuição é realizada pela concessionária Águas do Rio.
Para a secretária municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Alyne Saldanha, a articulação entre os municípios e as demais instituições é necessária para enfrentar os desafios relacionados ao abastecimento e ao desenvolvimento regional.
“Estamos tratando de um assunto difícil e de um desafio de longo tempo, mas o que considero fundamental é a união de toda a região. O tema é estratégico e está diretamente ligado ao desenvolvimento da nossa região. A água é um recurso indispensável para a vida, por isso precisamos estar juntos, buscando soluções que possam ser colocadas em prática e atender quem realmente precisa, que é a nossa população”, afirmou a secretária.
Encontro reúne diferentes setores
A programação contou com representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), municípios da região, concessionárias de abastecimento, comitês de bacia hidrográfica, instituições de ensino e pesquisa e outros órgãos ligados à gestão dos recursos hídricos.
O terceiro encontro dá continuidade às duas reuniões técnicas anteriores, que tiveram como foco ampliar o debate, reunir experiências e levantar alternativas para os desafios do abastecimento na Região Leste da Baía de Guanabara.
A expectativa é que uma nova etapa de discussões seja realizada após o aprofundamento das análises apresentadas nesta edição.
Também participaram da iniciativa instituições e entidades parceiras, como o Instituto Federal Fluminense (IFF), o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), a Universidade do Ambiente e o Comitê de Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara.





