Projeto Caminhos da Resiliência oferece acolhimento, serviços de cuidado e espaço de escuta em escolas da rede municipal
Mães atípicas participaram de mais um encontro do Projeto Caminhos da Resiliência, realizado nesta quarta-feira (23/09), no CEMEI Kauã Ferreira Martins, em Itaboraí. A iniciativa é desenvolvida pela Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.
A atividade foi organizada pela coordenação de Saúde Mental e teve como proposta oferecer um momento de acolhimento, autocuidado e atenção à saúde mental das participantes.
Durante o encontro, foram disponibilizados serviços de maquiagem, cuidados com as sobrancelhas e massoterapia. As mães também tiveram espaço para conversar, compartilhar experiências e trocar informações.
Projeto percorre 14 escolas
O Caminhos da Resiliência é realizado de forma rotativa em 14 escolas do município. A programação ocorre em uma unidade diferente a cada dia, com o objetivo de ampliar o acesso das mães às atividades.
Diretora do CEMEI Kauã Ferreira Martins, Jennifer Lopes Rodrigues contou que o projeto passou a ser aproximado das mães após a escola receber um número maior de alunos atípicos.
“Desde o primeiro encontro, percebemos o quanto esse espaço é importante para as mães. Elas puderam conversar, trocar experiências e desabafar. Foi daí que surgiu também a ideia de criar um momento de cuidado, porque muitas relataram não ter tempo para cuidar de si mesmas. Hoje, o projeto vem fortalecendo essa rede de acolhimento, com o apoio das psicólogas e a participação das próprias mães.”
— Jennifer Lopes Rodrigues, diretora do CEMEI Kauã Ferreira Martins
Espaço de escuta e troca de experiências
A escola pode representar um dos principais espaços de apoio para mães atípicas, especialmente quando há pouca disponibilidade de uma rede de suporte no cotidiano.
A proposta dos encontros é criar um ambiente para que essas mulheres possam ser ouvidas, conversar sobre suas experiências e compartilhar informações relacionadas às demandas das famílias.
Mãe de gêmeos autistas de 2 anos e 9 meses, Carine dos Santos destacou a importância de contar com um momento dedicado às mães.
“A gente não tem nenhum momento para respirar, conversar e ser ouvida. É o tempo todo na correria, com as demandas da casa e das crianças. Aqui é um momento em que a gente consegue relaxar, porque uma entende a outra. Essa troca de informações é de extrema importância. A gente consegue indicação de serviços, medicação e auxílio em outros lugares. Uma mãe ajuda a outra, e isso faz muita diferença.”
— Carine dos Santos, mãe participante do projeto
Além do acolhimento, a ação integra as estratégias de promoção da saúde mental, com foco no autocuidado e no fortalecimento dos vínculos entre famílias, comunidade escolar e serviços públicos.





