Oton Jasse e Layze Cerqueira defenderam os cinturões, enquanto Luis Henrique “Lion Heart” conquistou o título vago dos meio-pesados na estreia do evento na cidade
A Arena Niterói recebeu, neste sábado (3), uma noite de grandes disputas de MMA com a realização do Jungle Fight 155. Na edição que marcou os 23 anos do evento e a estreia da organização na cidade, as três disputas de cinturão terminaram em finalização.
Oton Jasse manteve o título dos médios, Layze Cerqueira defendeu o cinturão feminino e Luis Henrique “Lion Heart” conquistou o título dos meio-pesados, que estava vago. A arena ficou lotada para acompanhar o card.
Oton Jasse mantém cinturão com golpe característico
Na luta principal, Oton Jasse enfrentou o boliviano Josias “Búfalo” Núñez pelo cinturão dos médios. O desafiante tentou aproximar e levar o combate para o chão, mas o campeão conseguiu aproveitar a situação para aplicar seu principal golpe.
Oton encaixou um triângulo de mão e manteve a pressão até conseguir a desistência de Núñez aos 50 segundos do primeiro round.
Com o resultado, o carioca chegou à 20ª finalização por triângulo de mão na carreira.
Layze Cerqueira dá o troco após oito anos
A disputa feminina colocou frente a frente Layze Cerqueira e Mayra Cantuária. O confronto tinha um histórico de oito anos: em 2018, Mayra havia derrotado a baiana por decisão unânime.
Desta vez, as duas tiveram dois rounds equilibrados. No terceiro, Layze conseguiu chegar às costas da adversária e encaixou um mata-leão.
Mayra ainda tentou resistir, mas acabou batendo em desistência. A vitória garantiu a permanência de Layze como campeã e marcou a revanche sobre a adversária que havia vencido o primeiro encontro.
Lion Heart conquista título dos meio-pesados
O cinturão dos meio-pesados estava vago e ficou com Luis Henrique “Lion Heart”. O carioca enfrentou Rodolfo dos Santos, que chegou ao combate com cinco vitórias por nocaute no primeiro round em seis triunfos na carreira.
Rodolfo começou utilizando os golpes de mão para impedir a aproximação do adversário. Lion Heart, porém, conseguiu encurtar a distância, derrubar o paraense e passar a guarda.
No chão, o carioca trabalhou com golpes de ground and pound e ainda tentou uma kimura. Na reta final do primeiro round, encaixou um crossface e aumentou a pressão até Rodolfo desistir, aos 4min41.
Evento arrecada três toneladas de alimentos
A estreia do Jungle Fight em Niterói também teve ações fora do octógono. A programação incluiu projetos sociais, as Eliminatórias Jungle para novos lutadores e uma Fan Fest na área externa da Arena Niterói.
Na entrada do evento, uma ação realizada em parceria com a Prefeitura de Niterói e a Legião da Boa Vontade (LBV) arrecadou três toneladas de alimentos não perecíveis. Os produtos serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social.
Com a nova arrecadação, a parceria entre o Jungle Fight e a LBV chegou a dez toneladas de alimentos arrecadadas em menos de um ano.
Organização destaca participação de atletas de Niterói
O presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail, destacou a participação de lutadores da cidade e as atividades realizadas durante a semana do evento.
“O Jungle Fight trabalha o lado do turismo e toda a cadeia produtiva do esporte, dando oportunidade para os lutadores da cidade. Fizemos as Eliminatórias Jungle para incluir novos jovens no mercado de trabalho e aumentamos o número de lutas para ter o máximo possível de atletas de Niterói, além da Fan Fest para o público. Niterói é uma cidade belíssima, de frente para a Baía de Guanabara, com praias, cultura e investimento em segurança pública e em programas de esporte como prevenção. Existe uma convergência muito grande entre os objetivos do Jungle Fight e da Prefeitura de Niterói, e acredito que o evento vem para ficar e fazer parte do calendário anual da cidade. Agradeço muito ao prefeito Rodrigo Neves por ter aberto as portas da cidade e pelo trabalho de excelência que faz também usando o esporte como instrumento de inclusão social.”
O prefeito Rodrigo Neves também ressaltou a utilização da Arena Niterói para grandes eventos e a relação entre esporte e juventude.
“O Jungle Fight é um evento que desperta a curiosidade e a vontade da juventude de praticar artes marciais. E, por outro lado, a Arena Niterói foi construída para receber grandes eventos esportivos e culturais. E já recebeu grandes eventos nessas poucas semanas de inauguração. Então, a chegada do Jungle Fight é muito importante porque esse evento é o maior evento de MMA da América Latina. E as pessoas vão conhecer a Arena Niterói e vão conhecer a cidade de Niterói. Então, é uma convergência muito grande de objetivos. Porque a gente acredita no esporte como uma ferramenta também de prevenção à violência. O esporte como um elemento de transformação da vida dos jovens. E, ao mesmo tempo, o evento está ajudando muito, contribuindo muito na divulgação nacional e internacional de Niterói.”
Jungle Fight 156 será em São Paulo
Após a passagem por Niterói, o Jungle Fight retorna a São Paulo. A edição 156 está programada para 24 de outubro, no Ginásio do Ibirapuera, com as finais do Fight do Milhão 2026.
Resultados do Jungle Fight 155
Oton Jasse finalizou Josias “Búfalo” Núñez com triângulo de mão, a 0min50 do R1.
Layze Cerqueira finalizou Mayra Cantuária com mata-leão, a 1min00 do R3.
Luis “Lion Heart” Henrique finalizou Rodolfo dos Santos com crossface, aos 4min41 do R1.
Eliwelton Travassos venceu Lukas Eduardo por nocaute técnico, aos 4min40 do R2.
Douglas Andrew venceu Alex Lescano por nocaute técnico, aos 3min00 do R1.
Luiz Henrique da Silva venceu Felipe Rodrigues Brito por decisão unânime.
Marcos Paulo “Vuvuzela” venceu Nildean Paes por nocaute técnico, aos 3min06 do R1.
Pedro Henrique Varela venceu Marcos Vinicius por nocaute técnico, aos 2min39 do R1.
Matheus Cardoso finalizou Fred Roberto com mata-leão, aos 4min59 do R2.
Wana Muniz venceu Larissa Samuel por nocaute técnico, aos 20 segundos do R1.
Rayra Ferreira venceu Sabrina de Souza por nocaute técnico, aos 3min02 do R1.
João Miguel da Silva venceu por nocaute, aos 3min16 do R1.
Cecília Pereira venceu Driely Neve por decisão unânime.
Rodrigo Baviera venceu Raian Wilber por decisão unânime.
Marlon “Perrega” venceu Max Lima por decisão unânime.
Luan Victor “PQD” finalizou Jefferson Dantas com mata-leão, aos 4min02 do R1.
Ronaldy Medina venceu Gabriel Sampaio por nocaute, aos 7 segundos do R1.





