
Maricá realizou, na terça-feira (27), o II Fórum de Vigilância Epidemiológica, com foco no fortalecimento das ações de prevenção, identificação e controle das Doenças Tropicais Negligenciadas. O encontro aconteceu no auditório da Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR), no bairro Flamengo, e reuniu profissionais da rede municipal de saúde.
Promovido pela Secretaria Municipal de Saúde, o evento teve como objetivo qualificar as equipes e aprimorar as estratégias de vigilância epidemiológica, especialmente no acompanhamento de casos suspeitos ou confirmados de doenças, agravos e outros eventos de interesse para a saúde pública.
Com o tema “Conhecer, notificar e agir: fortalecendo a Vigilância Epidemiológica para eliminar as doenças negligenciadas, rompendo o ciclo da invisibilidade”, o fórum abordou medidas para ampliar a identificação de casos e melhorar a resposta dos serviços de saúde.
O secretário municipal de Saúde, Marcelo Velho, destacou a importância da integração entre os profissionais para fortalecer a prevenção e qualificar o atendimento à população.
“O fórum reafirma o nosso compromisso em viabilizar uma saúde pública cada vez mais integrada, preventiva e atenta às necessidades da nossa população. Promover esse debate fortalece as nossas equipes e consolida políticas públicas capazes de levar cuidado humanizado e de qualidade a quem mais precisa”, afirmou.
A gerente de Vigilância Epidemiológica de Maricá, Jaqueline Conceição, ressaltou que a capacitação contribui para identificar, notificar e monitorar grupos mais expostos às doenças, além de ampliar o acesso a diagnósticos confiáveis em tempo oportuno.
Segundo ela, o preparo das equipes também permite investigar ocorrências com mais rapidez, reduzir complicações e interromper cadeias de transmissão, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população.
A programação contou com apresentações de especialistas da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). A coordenadora de Vigilância Epidemiológica do órgão, Keli Marini dos Santos Magno, apresentou um panorama das doenças tropicais negligenciadas no Brasil e no estado.
Na sequência, Nathalia Maria da Silva, apoiadora técnica na Saúde da População Negra da SES-RJ, abordou a relação entre o Programa Brasil Saudável, a saúde da população negra e as doenças negligenciadas.
O encerramento foi conduzido pela especialista Adriana Costa Iervese, que discutiu a integração entre Vigilância Epidemiológica, Atenção Primária, Vigilância Ambiental e laboratórios. O debate destacou a importância do diagnóstico precoce, do manejo clínico adequado e da notificação em tempo oportuno, especialmente entre populações em situação de vulnerabilidade.





