CotidianoMaricá

Maricá amplia limpeza de rios, canais e lagoas com máquinas aquáticas

Equipamentos retiram plantas e resíduos da superfície da água e podem contribuir para ações de fiscalização e planejamento ambiental

A Prefeitura de Maricá ampliou as ações de limpeza de rios, canais e lagoas com o uso de duas máquinas aquáticas, conhecidas como colheitadeiras. Os equipamentos atuam na retirada de plantas e outros materiais acumulados na superfície da água, inclusive em trechos de difícil acesso para as equipes que realizam o serviço manualmente.

A operação é conduzida pela Autarquia de Serviços de Obras de Maricá (Somar). Cada máquina tem capacidade para armazenar até 8 m³ de material, volume equivalente a oito caixas-d’água de mil litros.

Nesta primeira etapa, o trabalho está concentrado no controle da gigoga, planta aquática que pode formar grandes camadas sobre a superfície quando cresce de maneira excessiva.

Limpeza também pode auxiliar fiscalização ambiental

O crescimento acelerado da gigoga pode estar relacionado à elevada concentração de matéria orgânica na água, inclusive em razão de despejos irregulares de esgoto. Por isso, a identificação dos locais com maior concentração da planta também pode ajudar no direcionamento de ações de fiscalização e no planejamento ambiental.

“As máquinas também ajudam a evitar que as plantas avancem para áreas das lagoas com maior concentração de sal, onde não sobrevivem e podem ser levadas pelos ventos e pelas correntes até as margens. Nesses locais, a decomposição do material pode provocar mau cheiro e afetar o ambiente.”

Com sistemas de esteiras recolhedoras, os equipamentos conseguem atuar em trechos mais largos e complementam o trabalho feito pelas equipes de limpeza manual.

Segundo o presidente da Somar, Arlen Pereira, a iniciativa também busca dar uma nova destinação ao material orgânico retirado dos corpos d’água.

“A iniciativa é fundamental para ampliar a preservação ambiental na cidade ao dar um novo destino ao resíduo orgânico que, até então, era um poluente em rios e lagos. A expectativa é que esta fase inicial seja um sucesso para sua ampliação por toda a cidade”, destacou.

Máquinas estão em fase experimental

Os dois equipamentos estão sendo utilizados em caráter experimental e, durante o período de testes, não representam custos para o município.

A Somar acompanhará o desempenho das máquinas para avaliar a eficiência da tecnologia e verificar a possibilidade de ampliar a utilização dos equipamentos para outras regiões de Maricá.

Plantas recolhidas podem ser transformadas em adubo

Além da retirada do material dos rios, canais e lagoas, a Prefeitura avalia uma alternativa para o reaproveitamento dos resíduos orgânicos coletados.

A proposta é encaminhar as plantas para análises laboratoriais. Caso os resultados indiquem que o material é adequado, ele poderá ser utilizado em processos de compostagem para a produção de adubo destinado às hortas comunitárias de Maricá.

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