Rio de JaneiroSaúde

Alunos recebem atendimento após compartilhamento de agulha em feira de ciências no RJ

Pelo menos 20 pessoas foram atendidas após uma estudante utilizar o mesmo material para medir a glicose de alunos e visitantes

Pelo menos 20 pessoas precisaram de atendimento médico após o compartilhamento de uma agulha durante uma feira de ciências realizada no Colégio e Curso Tamandaré, no Rio de Janeiro.

Segundo a direção da instituição, uma estudante apresentou um trabalho sobre diabetes e levou um aparelho para medição de glicose no sangue. A jovem estava acompanhada de uma responsável e, de acordo com a escola, havia sido orientada a utilizar o equipamento apenas como demonstração.

Apesar da orientação, a estudante realizou testes em diversos alunos e visitantes. O procedimento utilizou o mesmo material de coleta de sangue.

Atividade foi interrompida após alerta

A situação foi identificada por Ricardo Ferreira, pai de um dos alunos e técnico de enfermagem. Ele percebeu que as crianças estavam utilizando o material de medição e que as agulhas estavam sendo reutilizadas para a coleta de sangue.

Após o alerta à coordenação, a atividade foi interrompida imediatamente.

Uma mãe de um dos alunos relatou a preocupação das famílias com a necessidade de acompanhamento médico após o episódio.

“Ele tá precisando tomar medicação por vinte e oito dias, então a gente tá muito angustiado. Serão vinte e oito dias com essa angústia dentro da gente.”

Escola oferece acompanhamento médico

O Colégio e Curso Tamandaré informou que uma equipe de saúde foi enviada à instituição para identificar alunos e responsáveis que participaram dos testes e ainda não haviam procurado atendimento médico.

A escola também contratou uma infectologista pediátrica para atender os envolvidos mediante agendamento. A profissional deverá realizar um segundo atendimento e acompanhar cada caso até o encerramento do acompanhamento.

As lancetas utilizadas para a medição de glicose são descartáveis e devem ser usadas individualmente. O compartilhamento desse tipo de material pode representar risco de transmissão de infecções, incluindo hepatites B e C e HIV.

A Polícia Civil intimou a direção da escola para prestar depoimento e deve ouvir também os responsáveis pela coleta de sangue. O caso será investigado.

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