Megaobra de R$ 2 bilhões amplia produção de biológicos no Rio
Complexo em Santa Cruz ocupa terreno de 580 mil m² e terá capacidade planejada para produzir até 120 milhões de frascos por ano.
Um complexo industrial em construção em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi projetado para ampliar a capacidade brasileira de produção de vacinas e medicamentos biológicos. O empreendimento, chamado Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (CIBS), ocupa um terreno de 580 mil metros quadrados e tem investimento federal previsto de R$ 2 bilhões para construção e pré-operação.
O projeto é desenvolvido pela Bio-Manguinhos/Fiocruz e é classificado pela instituição como o maior centro de produção de produtos biológicos da América Latina. A primeira fase prevê 334 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em 10 prédios, com espaço reservado para futuras expansões.
A capacidade planejada é de 120 milhões de frascos por ano de vacinas e biofármacos. De acordo com os números divulgados pela Bio-Manguinhos, o complexo deverá gerar 1.500 postos de trabalho.
O que será produzido no complexo
O CIBS será voltado principalmente às etapas finais da fabricação de vacinas e biofármacos. Esses medicamentos são produzidos a partir de sistemas biológicos e podem ser utilizados no tratamento de doenças crônicas, autoimunes, raras e oncológicas.
Entre as atividades previstas estão a formulação dos produtos, o envase em frascos, a liofilização de determinados medicamentos, revisão e rotulagem e a embalagem para armazenamento e distribuição.
A Portaria nº 414 da Fiocruz estabelece como objetivo do empreendimento ampliar a capacidade de processamento final de vacinas e biofármacos.
Investimento está previsto no Novo PAC
Os R$ 2 bilhões destinados ao projeto correspondem ao investimento previsto no Novo PAC para a construção e a pré-operação das fábricas do campus de Santa Cruz. O valor está inserido nos investimentos do Complexo Industrial da Saúde.
Quando estiver em operação plena, o CIBS terá capacidade planejada de 120 milhões de frascos por ano. O volume pode representar até 1 bilhão de doses anuais, dependendo da quantidade de doses contida em cada frasco.
O complexo foi projetado para atender exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de agências internacionais. A expectativa é ampliar a capacidade nacional de produção de produtos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), além de aumentar a possibilidade de atendimento à demanda externa.
Em 25 de fevereiro de 2026, a Fiocruz ainda descrevia o complexo como uma unidade em construção. A implantação do empreendimento faz parte da estratégia de expansão da capacidade industrial brasileira para a fabricação de vacinas e biofármacos.





