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MPRJ pede condenação de quatro acusados de estupro no Rio

Processo sobre caso envolvendo adolescente de 17 anos em Copacabana está na fase final; acusados estão presos e negam as acusações.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu à Justiça a condenação dos quatro homens acusados de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

O processo tramita em sigilo por envolver uma menor de idade e está na fase final. A sentença deverá ser proferida após a apresentação das alegações finais pelas defesas. Vitor Hugo Simonin, João Gabriel Bertho, Matheus Veríssimo Martins e Bruno Allegretti estão presos desde março deste ano e negam as acusações, sustentando que a relação sexual foi consensual.

Defesa questiona vazamento de informações

O advogado Ângelo Máximo, que defende Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, criticou o vazamento de informações de um processo que tramita sob segredo de Justiça.

Segundo o advogado, já haviam sido apresentadas duas reclamações ao juízo responsável pelo caso sobre vazamentos anteriores. Ele afirmou que, desta vez, foram divulgadas imagens, áudios dos acusados e trechos de interrogatórios.

A defesa informou ainda ter acionado a Ordem dos Advogados do Brasil — Seccional do Rio de Janeiro (OAB-RJ) para acompanhar a situação e avaliar as medidas cabíveis.

Caso aconteceu em janeiro

Segundo o relato apresentado na investigação, o caso ocorreu na noite de 31 de janeiro, em Copacabana. A adolescente teria recebido uma mensagem de um colega da escola, com quem havia se relacionado anteriormente, convidando-a para ir à casa de um amigo.

De acordo com a investigação, ao chegar ao prédio, o rapaz teria sugerido que eles fizessem “algo diferente”, proposta que ela recusou. Depois, segundo o relato da vítima, ela foi levada para um quarto no apartamento, onde estavam quatro homens.

Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada dos jovens ao imóvel e a saída deles pouco depois de 1h.

Segundo o delegado Ângelo Lages, responsável pela investigação, a adolescente procurou a polícia após deixar o local e passou por exame de corpo de delito.

O delegado afirmou que os investigadores posteriormente tiveram acesso às imagens de segurança, identificaram os envolvidos e obtiveram o reconhecimento dos quatro pela vítima.

As circunstâncias do caso e as versões apresentadas pelas partes serão analisadas pela Justiça durante a fase final do processo.

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