Preso pela morte de adolescente é investigado por outros roubos
Fabrício Mateus da Silva, de 26 anos, é suspeito de envolvimento em pelo menos três crimes registrados antes do latrocínio em São João de Meriti
Fabrício Mateus da Silva, de 26 anos, preso pela morte do adolescente Luiz Guilherme Assis de Vasconcelos, de 16 anos, é investigado por pelo menos outros três crimes ocorridos nos dias anteriores ao latrocínio. O homem foi detido por policiais militares na quarta-feira (16), em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Luiz Guilherme foi esfaqueado durante uma tentativa de assalto enquanto seguia para a escola. Segundo as informações do caso, o adolescente estava acompanhado de uma colega nas proximidades do CIEP 179 quando os dois foram abordados.
O suspeito teria apontado uma faca para a jovem. Luiz Guilherme reagiu para tentar defendê-la e acabou atingido por diversos golpes.
Investigações sobre outros crimes
Um dos crimes atribuídos à investigação ocorreu entre a madrugada de 4 e 5 de setembro. Segundo informações divulgadas pelo portal g1, uma vítima que havia saído da Pavuna, na Zona Norte do Rio, em direção à Baixada Fluminense, foi abordada por Fabrício, que estaria aparentemente armado.
O suspeito teria levado um notebook corporativo e obrigado a vítima a fornecer a senha do celular. Na sequência, foram realizadas diversas transferências via Pix para uma conta de Fabrício, totalizando R$ 1,1 mil.
O caso foi registrado na 39ª DP (Pavuna), no dia 5 de setembro. Posteriormente, Fabrício compareceu à delegacia e apresentou outra versão. Ele afirmou que havia sido convidado pela vítima para beber e admitiu ter recebido os valores por Pix, mas alegou que as transferências foram voluntárias e negou ter levado o notebook.
Outro registro ocorreu em 8 de setembro, também na 39ª DP. Uma mulher relatou ter sido ameaçada com um facão e roubada por um homem que usava calça jeans, touca, capuz preto e luvas com as pontas dos dedos expostas.
Após a morte de Luiz Guilherme, uma terceira vítima procurou a mesma delegacia na quinta-feira (17). Ela reconheceu Fabrício depois que a imagem dele foi divulgada e relatou ter tido o celular roubado em 28 de agosto, quando estava em um ponto final de ônibus.
De acordo com a Polícia Civil, Fabrício acumula mais de dez anotações criminais por roubo, furto e corrupção de menores, registradas desde o período em que era menor infrator.
Adolescente morreu após ser esfaqueado
Luiz Guilherme foi levado inicialmente para o Hospital Municipal de São João de Meriti e posteriormente transferido para o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, onde deu entrada às 10h de quarta-feira (16), em estado gravíssimo e com múltiplas perfurações provocadas por arma branca.
Segundo a direção da unidade, o adolescente foi intubado e encaminhado imediatamente ao centro cirúrgico. Durante o deslocamento, sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi reanimado.
Durante a cirurgia, houve uma nova parada cardiorrespiratória. As equipes realizaram novas manobras de reanimação, mas não conseguiram reverter o quadro. O protocolo de óbito foi realizado com a presença dos familiares.
Fabrício foi localizado na mesma região onde ocorreu o crime e reconhecido por um morador e pela jovem que presenciou a abordagem.
No dia seguinte à morte, o pai do adolescente, Caio da Costa Vasconcelos, falou sobre o filho no Instituto Médico Legal (IML).
“O Luiz sempre foi um garoto muito gentil, educado, um amigo atencioso. Sempre foi meu orgulho. Eu sempre pautei a educação do Luiz com valores, sempre acreditei que ele deveria ser justo, leal e fiel a tudo que ele acreditava. E, naquele momento ali, ele foi fiel ao que ele acreditava. Ele defendeu a colega, mesmo sabendo que poderia acontecer alguma coisa com ele, mas foi fiel aos princípios dele. E isso, para mim, já é o suficiente para ele poder ir tranquilo e eu poder ficar bem confortável com meu coração.”
— Caio da Costa Vasconcelos, pai de Luiz Guilherme





