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2º dia do Rock in Rio tem metal, chuva e reações divididas

Avenged Sevenfold teve recepção morna, enquanto Bad Omens e Bring Me The Horizon se destacaram; sábado também teve encontros no Palco Sunset.

O segundo dia do Rock in Rio 2026, neste sábado (5), foi dedicado ao metal e marcou a despedida da programação voltada ao rock no festival. A noite teve apresentações de Avenged Sevenfold, Bad Omens, Bring Me The Horizon, Poppy, MGK, Sepultura, Black Pantera e Malvada, além de participações especiais.

A chuva apareceu durante parte da programação, mas deu trégua durante alguns dos principais shows. Para este sábado, 100 mil ingressos foram colocados à venda, mas não houve lotação máxima.

Avenged Sevenfold tem recepção morna

O Avenged Sevenfold voltou ao Palco Mundo como atração principal pela segunda vez. A banda começou o show com 30 minutos de atraso e encontrou uma resposta menos intensa do público em comparação com sua apresentação como headliner em 2024.

O vocalista M. Shadows chegou a comentar a reação da plateia diante do clima mais contido.

“Vocês estão tão educados hoje. É a chuva?”
— M. Shadows

A apresentação ocorreu poucos meses depois da passagem anterior do grupo pelo Brasil, em janeiro. Apesar da menor intensidade da resposta dos fãs, o show reuniu uma grande quantidade de público.

Bad Omens empolga no Palco Sunset

A banda americana Bad Omens fez sua estreia no Rock in Rio após retornar ao Brasil dois anos depois de sua participação no Knotfest, em São Paulo.

O grupo de metalcore apresentou músicas de seus três álbuns, com destaque para “The Death of Peace of Mind”, de 2022, trabalho que ampliou a projeção da banda.

Entre os momentos de maior participação da plateia esteve “Just Pretend”, que ganhou popularidade nas redes sociais e foi cantada em coro pelo público na parte final da apresentação.

Bring Me The Horizon mistura metal e videogame

O Bring Me The Horizon fez sua primeira apresentação no Rock in Rio após 22 anos de formação. O grupo britânico abriu o show no Palco Mundo com “DArkSide”, do álbum “Post Human: Nex Gen”, de 2024.

A apresentação adotou uma estética inspirada em videogames, com telões que mostravam caveiras, tumbas e destroços. O vocalista Oli Sykes também chamou um fã que usava a camisa da Seleção Brasileira para cantar no palco.

O repertório ainda resgatou músicas do início da carreira, incluindo “Dehumanized”, lançada originalmente em 2006 e relançada recentemente.

Poppy transita entre pop e metal

Poppy apresentou no Palco Sunset uma performance que começou com elementos visuais e sonoros próximos do pop e avançou para o metal.

A cantora alternou vocais suaves e guturais acompanhados por uma banda caracterizada com máscaras. A apresentação também contou com efeitos de fogo e fumaça.

Conhecida inicialmente por vídeos enigmáticos em que interpretava uma personagem semelhante a uma boneca androide, Poppy iniciou sua carreira musical com uma sonoridade eletrônica e dançante antes de ampliar sua atuação para o metal.

MGK enfrenta hostilidade

O rapper e cantor americano MGK, nome artístico de Colson Baker, estreou no Rio de Janeiro com um repertório que passou pelo rap, emo e pop punk.

Durante o início da apresentação, parte do público hostilizou o artista, levando MGK a interromper o show para pedir calma. A reação ocorreu enquanto a plateia aguardava atrações de metal.

O cantor apresentou músicas como “FIX UR FACE” e “My Ex’s Best Friend”, mas não incluiu “Bad Things”, um de seus maiores sucessos.

Black Pantera e Nervosa fazem encontro no Sunset

Black Pantera e Nervosa dividiram o Palco Sunset no fim da tarde. O trio mineiro abriu a apresentação com “Hórus”, lançada em 2026, enquanto o público formava rodas de bate-cabeça.

O repertório também incluiu “Tradução”. Durante a apresentação, o vocalista do Black Pantera fez manifestações contra o racismo e defendeu o fim da escala de trabalho 6×1.

Cerca de 20 minutos depois do início do show, Prika Amaral, da Nervosa, entrou no palco para cantar “Serotonina”, faixa gravada originalmente com a rapper Duquesa.

Sepultura faz show dedicado à era Derrick Green

O Sepultura realizou no Palco Mundo sua penúltima apresentação no Brasil e a última no Rock in Rio. O grupo preparou um repertório dedicado exclusivamente à fase iniciada em 1998, quando Derrick Green assumiu os vocais após a saída de Max Cavalera.

A apresentação faz parte da turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”, que está em andamento há quase três anos.

Segundo a banda, o formato dedicado à era Derrick Green era uma demanda antiga dos fãs. Entre as músicas apresentadas esteve “All Souls Rising”, do novo EP do Sepultura.

Malvada recebe Day Limns

A Malvada abriu o Palco Sunset e retornou ao Rock in Rio quatro anos depois de sua primeira participação, em 2022.

A banda brasileira, que lançou um novo álbum em 2025 e passou a fazer apresentações internacionais, recebeu Day Limns no palco. O encontro aproximou o hard rock da Malvada da sonoridade que mistura pop e rock da cantora.

A partir deste domingo (6), o Rock in Rio entra em uma fase da programação mais voltada ao pop, com atrações como Calvin Harris, Ne-Yo e Black Eyed Peas. O festival segue até 13 de setembro.

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