Operação Fluxo Oculto cumpre três mandados de busca e apreensão e investiga grupo suspeito de movimentar valores obtidos por meio de fraudes eletrônicas
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (30) a Operação Fluxo Oculto para investigar um grupo suspeito de envolvimento em fraudes bancárias eletrônicas e na ocultação e dissimulação dos valores obtidos ilegalmente.
A ação é conduzida por policiais da Delegacia da PF em Niterói, com apoio da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ). Ao todo, são cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal em Maricá e São Gonçalo.
Investigação começou com dados da Base Tentáculos
A apuração teve início a partir de informações encaminhadas à Polícia Federal pela Base Tentáculos, que identificou fraudes bancárias eletrônicas envolvendo contas de beneficiários de programas sociais.
A análise técnica apontou o recebimento de dezenas de transferências fraudulentas. Inicialmente, os valores identificados ultrapassaram R$ 124 mil.
As investigações também indicaram a utilização de determinadas contas para centralizar e redistribuir os recursos obtidos por meio das fraudes.
PF apura movimentação entre contas
Segundo a investigação, o dinheiro era direcionado para contas utilizadas como passagem e, posteriormente, distribuído entre diferentes destinatários.
Também foram identificadas transferências sucessivas entre contas pertencentes aos próprios investigados e a terceiros. Para a PF, esse padrão é compatível com mecanismos de ocultação e dissimulação de ativos.
Buscas procuram provas sobre esquema
Os mandados têm como objetivo localizar e apreender celulares, computadores, mídias digitais, documentos e outros materiais que possam contribuir para a investigação.
O material apreendido poderá ajudar a identificar os responsáveis pela movimentação das contas, reconstruir a dinâmica das fraudes e verificar a participação de outros possíveis envolvidos.





