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Polícia Civil prende suspeito de extorquir empresários no Rio

Homem se passava por policial e funcionário do Ministério Público para cobrar dinheiro de comerciantes sob ameaça de falsas investigações

Agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) prenderam nesta segunda-feira (28/9) um homem acusado de extorquir empresários na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

Segundo a investigação, o suspeito se apresentava falsamente como policial civil e funcionário do Ministério Público para abordar proprietários de estabelecimentos comerciais.

Ele afirmava às vítimas que elas estariam em uma suposta “lista de alvos” de investigações de uma delegacia. Em seguida, exigia pagamentos sob a promessa de solucionar a situação e impedir que os empresários fossem investigados.

De acordo com as apurações, o homem chegou a cobrar mais de R$ 100 mil de diferentes vítimas e recebeu pelo menos R$ 45 mil de duas delas.

Em um dos casos, uma vítima chegou a contratar um empréstimo bancário para conseguir pagar o valor exigido, diante do receio de ser envolvida em uma investigação criminal que, segundo a apuração, não existia.

Advogado é alvo de medidas cautelares

As diligências apontaram ainda a participação de um advogado no esquema. Conforme a investigação, ele procurava as vítimas depois das extorsões e utilizava a condição profissional para dar aparência de legalidade aos pagamentos.

O advogado também teria pressionado os empresários a apresentar uma versão falsa dos fatos em depoimentos à Polícia Civil. A orientação seria afirmar que os valores entregues ao suspeito correspondiam a supostos “empréstimos”.

Contra o advogado foram cumpridas medidas cautelares que incluem a proibição de atuar em processos criminais, manter contato com o suspeito preso e comparecer aos estabelecimentos comerciais das vítimas.

Suspeito foi localizado em oficina

Durante a ação policial, o homem tentou fugir. Após o trabalho de monitoramento realizado pelos agentes, ele foi localizado e capturado em uma oficina mecânica em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste.

A investigação continua para identificar outras possíveis vítimas. Há indícios, segundo a Polícia Civil, de que o mesmo método possa ter sido utilizado contra outros comerciantes da região.

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