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Piloto morto na queda de helicóptero será enterrado em São Gonçalo

Alessandro Rocha, de 51 anos, será velado e sepultado nesta segunda-feira em São Gonçalo; corpos das turistas colombianas seguem no IML.

O piloto Alessandro Rocha, de 51 anos, uma das quatro vítimas da queda de um helicóptero na Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro, será enterrado nesta segunda-feira no Cemitério Municipal de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

O velório está previsto para o início da tarde, por volta das 13h ou 14h, conforme informou o filho do piloto, Sven Rocha, em uma publicação nas redes sociais.

“Com muito carinho gostaria de comunicar que o velório será (…) no início da tarde (por volta das 13/14h), no Cemitério de São Gonçalo. Vamos relembrar e compartilhar histórias do nosso amado Rocha, meu papai. Deus os abençoe grandemente!”

— Sven Rocha, filho de Alessandro

Os corpos das outras três vítimas, as turistas colombianas Rocío Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17, permanecem no Instituto Médico-Legal (IML).

As três vítimas eram da mesma família e estavam no Rio de Janeiro para comemorar os 15 anos de Laura Manrique, que embarcaria posteriormente no mesmo helicóptero. O reconhecimento depende da conclusão dos exames periciais.

A cônsul da Colômbia no Rio, Diana Páez, afirmou que o governo colombiano está prestando assistência aos familiares das vítimas e acompanhando os procedimentos relacionados ao acidente.

“Desde então, temos mantido contato constante com as autoridades responsáveis pelas operações de resgate e pelo auxílio às vítimas. Também estamos em contato com as famílias, tanto as que estão no Brasil quanto as que estão na Colômbia. O Consulado continua prestando todo o apoio, orientação e assistência necessários às famílias e às autoridades locais para que possam retornar à Colômbia o mais breve possível e superar este momento difícil.”

— Diana Páez, cônsul da Colômbia no Rio

Família acompanha identificação dos corpos

Victor Manrique, filho de Rocío, esteve no IML neste domingo acompanhado da mulher e da filha para acompanhar os procedimentos de identificação. Segundo a advogada da família, apenas Sofia tinha documentação odontológica disponível para comparação.

Rocío e Wendy poderão precisar passar por exames de DNA para que a identificação seja concluída.

Victor também cobrou uma investigação sobre as circunstâncias do acidente e a eventual responsabilização pelos fatos.

“Quando existe um acidente, sempre é necessário investigar responsabilidades. Eu sei que a aviação é uma área muito regulamentada e, por isso, deve haver responsabilidades.”

— Victor Manrique, filho de Rocío

Em uma publicação nas redes sociais, Victor também lamentou a morte da mãe, da irmã e da sobrinha.

Investigação sobre a queda

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que os certificados da Voos Rio Panorâmico (VRP), responsável pelo helicóptero, estavam em dia.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investiga as causas da queda. Até o momento, não há informações sobre o que provocou o acidente.

Uma representante da VRP afirmou que a empresa colaborará com as investigações.

No sábado, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, defendeu a suspensão temporária dos voos panorâmicos pela Anac enquanto as causas do acidente são apuradas. A agência informou que pretendia atuar em conjunto com a Prefeitura do Rio para melhorar a fiscalização.

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