Evento reuniu representantes do poder público e do setor imobiliário para discutir moradia, investimentos, mobilidade, segurança e desenvolvimento econômico
O processo de revitalização do Centro de Niterói foi tema de um fórum realizado nesta sexta-feira (28), pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. O encontro reuniu representantes da Prefeitura, do setor imobiliário e da construção civil para discutir os impactos do programa Reviver Centro na região.
O prefeito Rodrigo Neves participou do evento ao lado da secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Marcele Sardinha; do presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói (Ademi-Niterói), Julio Kezem de Mesquita; e do copresidente executivo da Cury Construtora, Leonardo Mesquita.
Durante o fórum, foram discutidos temas como desenvolvimento econômico, geração de empregos, oferta de moradias, recuperação de imóveis, mobilidade, segurança e preservação da identidade cultural do Centro.
Segundo Rodrigo Neves, a região passou por um processo de esvaziamento depois que Niterói deixou de ser a capital do antigo estado do Rio de Janeiro, em 1975. Para o prefeito, as mudanças promovidas nos últimos anos já alteraram esse cenário.
“A transformação do Centro não é mais um projeto, mas uma realidade. A região teve a maior valorização de aluguéis em 2025. Das 8.400 empresas criadas na cidade no ano passado, muitas foram no Centro. Fizemos grandes investimentos como a nova Praça Arariboia e a nova Visconde do Rio Branco. Estamos recuperando a Avenida Amaral Peixoto com novas calçadas, nova iluminação e paisagismo. Inauguramos a Arena Niterói, que vai ter um calendário de grandes eventos. Entregamos o Distrito de Inovação da Cantareira. Em parceria com a Fecomércio, teremos um Centro de Convenções ao lado do Caminho Niemeyer. O governo federal aprovou o financiamento do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). O Centro tem hoje cerca de 18 mil moradores. Nosso objetivo é, em no máximo 10 anos, chegar a 40 mil”, destacou Rodrigo Neves.
Moradia e novos empreendimentos
A expansão da oferta habitacional foi um dos principais pontos discutidos no encontro. De acordo com Marcele Sardinha, o município combina políticas públicas com investimentos privados para ampliar o número de moradores na região central.
Entre as medidas está o Aluguel Universitário, que concede R$ 700 mensais a estudantes de baixa renda para auxiliar nas despesas de moradia no Centro. Segundo a secretária, o programa chegou a 2.100 beneficiados no terceiro edital.
A Prefeitura também estima que cerca de 8 mil novas unidades habitacionais sejam construídas nos próximos anos em empreendimentos que estão em obras ou em fase de licenciamento.
Outra iniciativa citada foi o Fundo de Desenvolvimento Imobiliário, que recebeu aporte inicial de R$ 400 milhões do município. A expectativa é alavancar até R$ 1 bilhão com participação de instituições públicas e privadas para financiar empreendimentos habitacionais, hotelaria, retrofit e reconversão de imóveis antigos.
A meta apresentada é viabilizar cerca de 10 mil unidades habitacionais.
“O Aluguel Universitário é uma política pública social voltada para estudantes de baixa renda não apenas de Niterói. O município concede R$ 700 por mês para ajudar os estudantes nas despesas com moradia, que tem que ser no Centro da cidade. Já estamos no terceiro edital e chegamos a 2.100 beneficiados. É uma política pública pioneira. Ao mesmo tempo, temos as ações do setor privado na construção de moradias na região central. A expectativa é, nos próximos anos, que o Centro receba 8 mil novas unidades habitacionais de empreendimentos que estão em obras ou na fase de licenciamento”, explicou Marcele Sardinha.
Segurança também entra no debate
A segurança pública foi apresentada como outro fator relacionado ao desenvolvimento econômico e à atração de novos moradores para a região.
Rodrigo Neves citou ações implantadas desde 2013, como o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), o Cercamento Eletrônico, o programa Niterói Presente, atualmente integrado ao Segurança Presente, e a ampliação do efetivo da Guarda Municipal.
“Começamos a enfrentar a questão da segurança em 2013, no meu primeiro mandato. Fizemos o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp). O Cercamento Eletrônico está em toda a cidade. Qualquer veículo com pendências judiciais é identificado e apreendido. Em parceria com a Polícia Militar, aumentamos o efetivo nas ruas com o Niterói Presente, que hoje é o Segurança Presente. Em 2013, a Guarda Municipal tinha cerca de 150 agentes e hoje tem quase 1000. Decidimos fazer a prevenção à violência com foco na juventude. Todos os jovens de Niterói são alcançados por políticas públicas e programas como o Aprendiz Musical e o Poupança Escola. Reduzimos o número de jovens presos por tráfico. Não existe solução mágica. Trabalhamos com ações estratégicas de prevenção e de enfrentamento ao crime. Em Niterói, a polícia é proativa e se antecipa ao crime. Isso se reflete no desenvolvimento econômico. Sem segurança pública, não há investimentos”, pontuou o prefeito.
Setor imobiliário prevê novos moradores
Para Julio Kezem de Mesquita, presidente da Ademi-Niterói, a região central reúne condições para receber novos moradores e investimentos.
“Trabalho no Centro há mais de 20 anos. O Centro é especial pela infraestrutura, pelas opções de transporte e já era bom antes do atual processo de revitalização. Agora o Centro é uma realidade. Certamente teremos mais moradores na região. São pessoas que buscam qualidade de vida. Muitas são de fora de Niterói. Como usuário do Centro de Niterói, posso dizer que estou empolgado”, disse.
Leonardo Mesquita, copresidente executivo da Cury Construtora, afirmou que a empresa possui empreendimentos com entregas previstas para o início de 2027.
“Temos entregas previstas para o início do ano que vem no Centro de Niterói. Estes empreendimentos significam mais qualidade de vida para quem escolher morar em Niterói. Estes novos moradores estão em busca de um estilo de vida que combina qualidade de vida e otimização do tempo”, afirmou.
O programa Reviver Centro integra ações de urbanismo, habitação, mobilidade, economia, inovação, cultura, lazer e segurança. A proposta utiliza como uma das referências o conceito de cidade de 15 minutos, buscando concentrar serviços, moradia, trabalho e opções de lazer na região central.





