Meio Ambiente

RJ inicia fiscalização remota de mananciais com apoio de drones

O Governo do Estado do Rio de Janeiro iniciou um projeto piloto de fiscalização de mananciais utilizados no abastecimento de água da Região Metropolitana. A primeira ação ocorreu em 21 de outubro, no Centro de Monitoramento Ambiental da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), em Botafogo, na Zona Sul da capital.

A iniciativa é conduzida em conjunto pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e pela Cedae, com organização da Diretoria de Pós-licença e Fiscalização Ambiental (Dirpos).

O projeto prevê vistorias remotas periódicas com base em imagens obtidas por drones e helicópteros nas áreas próximas aos mananciais. A estratégia busca identificar possíveis irregularidades e direcionar as equipes para locais que necessitem de inspeção presencial.

Fiscalização mira extração mineral e descarte irregular

As ações vão abranger o entorno de dois importantes sistemas de abastecimento: o manancial do Guandu, entre Seropédica e Nova Iguaçu, e o sistema Guapiaçu-Macacu, em Cachoeiras de Macacu.

Entre as situações que serão investigadas estão possíveis atividades irregulares de extração mineral, intervenções em cursos d’água, construções em Faixas Marginais de Proteção (FMPs) e descarte irregular de resíduos sólidos diretamente no solo.

Imagens vão orientar operações em campo

Segundo o Inea, as informações reunidas durante o monitoramento remoto servirão de base para planejar futuras ações presenciais, com a identificação de pontos estratégicos para inspeções direcionadas.

A diretora de Pós-Licenciamento do instituto, Luciana Ventura, explicou que a iniciativa também busca aprimorar o acompanhamento das áreas de interesse ambiental.

As fiscalizações periódicas deverão contribuir para identificar possíveis infrações e tornar mais direcionada a atuação dos órgãos ambientais na proteção dos mananciais utilizados no abastecimento da população.

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