Segurança

Homem é preso com drone usado para monitorar policiais em Duque de Caxias

Segundo a PM, suspeito recebia R$ 1,2 mil por semana para acompanhar viaturas e rivais do TCP na região

Um homem de 22 anos foi preso pela Polícia Militar suspeito de operar um drone para monitorar a movimentação de policiais e integrantes de grupos rivais do Terceiro Comando Puro (TCP) em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo os agentes, ele recebia R$ 1,2 mil por semana pelo serviço.

Júlio Luan da Silva Martins foi abordado na tarde desta segunda-feira, nas proximidades da Rua Maria Fernandes, no bairro Pantanal, durante uma ação de monitoramento do 15º BPM. A região é alvo de diligências frequentes devido a disputas territoriais entre grupos criminosos.

De acordo com o relato apresentado aos policiais, Martins afirmou que trabalhava para um traficante conhecido como “Flamengo”, apontado como uma das lideranças do TCP na região. Ele teria começado a atuar para a organização criminosa havia pelo menos dois meses.

Ainda segundo a polícia, o suspeito disse que foi recrutado por ter familiaridade com tecnologia e interesse por computadores. Ele também relatou que outros três operadores de drone atuariam na região.

Os operadores, conforme o depoimento, se dividiam em equipes para realizar o monitoramento em diferentes dias da semana. A atividade teria sido intensificada em razão dos conflitos territoriais com o Comando Vermelho.

Imagens obtidas pela polícia mostram Martins utilizando o drone para acompanhar viaturas e informar aos traficantes sobre a movimentação dos agentes na região.

O suspeito e o equipamento apreendido foram levados para a 60ª DP (Campos Elíseos), onde a ocorrência foi registrada.

Em nota, a Polícia Militar afirmou que “a apreensão evidencia o uso de novas tecnologias por grupos criminosos como ferramenta de vigilância e obtenção de informações estratégicas. O emprego de drones pode ampliar a capacidade de monitoramento de áreas sob disputa territorial e permitir o acompanhamento da movimentação das forças de segurança e de grupos rivais”.

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