Falso médico é preso após atender criança com tumor cerebral por 10 meses no RJ
Homem usava identidade de outro profissional para realizar consultas, prescrever medicamentos e emitir encaminhamentos médicos em atendimento domiciliar na Baixada Fluminense.
Um homem foi preso pela Polícia Civil nesta quinta-feira (6) por se passar por médico e atender, durante cerca de 10 meses, uma criança de 10 anos diagnosticada com tumor cerebral. A prisão foi realizada por agentes da 63ª DP (Japeri), em Jardim Pitoresco, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Segundo as investigações, o suspeito utilizava, desde outubro de 2025, a identidade de um médico regularmente registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM) para realizar atendimentos domiciliares pelo serviço de home care da criança.
Durante o período, o falso médico prescreveu medicamentos, solicitou exames e emitiu encaminhamentos médicos utilizando carimbos falsificados e o número de registro profissional da vítima da fraude.
O caso veio à tona depois que a mãe da criança percebeu inconsistências em algumas prescrições e decidiu verificar os dados do profissional no CRM. Ao comparar a fotografia cadastrada com o homem que realizava as consultas, constatou que se tratava de pessoas diferentes e procurou a Polícia Civil.
A partir da denúncia, os policiais iniciaram diligências e localizaram o suspeito no momento em que realizava um atendimento médico utilizando a identidade do verdadeiro profissional. No local, os agentes confirmaram a fraude e efetuaram a prisão em flagrante.
Durante a ação, foram apreendidos carimbos falsificados, receituários em nome do médico verdadeiro e diversos documentos médicos já preenchidos e assinados de forma fraudulenta.
O homem foi autuado pelos crimes de exercício ilegal da medicina com finalidade lucrativa, uso de documento particular falso, falsa identidade, tentativa de estelionato e perigo para a vida ou saúde de outra pessoa.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito já possuía antecedentes por falsidade ideológica, furto de medicamentos em farmácia, furto e peculato.
As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e eventuais comparsas envolvidos no esquema criminoso.





