Segurança

Operação apreende mais de mil celulares e antena Starlink em presídios do Rio

Ação Illicitus também retirou cerca de 20 quilos de drogas e identificou visitantes e policiais penais envolvidos na entrada de materiais proibidos

Mais de mil celulares e cerca de 20 quilos de drogas foram apreendidos em presídios do Rio de Janeiro durante aproximadamente 50 dias da Operação Illicitus, realizada pela Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen). A ação, voltada ao combate à entrada de materiais ilícitos e à comunicação de organizações criminosas dentro das unidades prisionais, teve as atividades intensificadas em agosto.

Além dos celulares e entorpecentes, os agentes encontraram carregadores, modems e roteadores. Na última semana, uma antena Starlink também foi apreendida. O equipamento permite conexão direta com satélites para acesso à internet de alta velocidade.

Segundo a Seppen, 12 visitantes foram presos ao tentar entrar em unidades prisionais com materiais proibidos. Dois policiais penais também foram flagrados em situações relacionadas ao esquema.

“A Seppen reconhece que é inquestionável que um aparelho de telefone em unidade prisional é objeto de crime e, para o enfrentamento às facções e à entrada e circulação de ilícitos, vem atuando com rigor nas fiscalizações. As ações são auxiliadas por equipamentos tecnológicos. A Polícia Penal reitera a importância da repressão às ilegalidades nos estabelecimentos prisionais para o enfraquecimento do crime organizado, em prol da segurança da população, e reforça o seu compromisso com a transparência pública, operando sob o controle da legalidade para garantir a ordem do sistema prisional.”

— Secretaria de Estado de Polícia Penal

Operação busca interromper comunicação de organizações criminosas

As ações da Operação Illicitus envolvem as subsecretarias Operacional e de Inteligência e a Corregedoria-Geral da Seppen. As equipes realizam operações planejadas e de surpresa nas unidades prisionais.

Segundo a secretaria, o objetivo é dificultar a comunicação entre integrantes de organizações criminosas que estão presos e pessoas que permanecem em liberdade.

Sistema prisional terá novas vagas até 2028

Paralelamente às ações de fiscalização, o sistema penitenciário fluminense deverá passar por uma ampliação. Na quinta-feira (17), o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Seppen, o Ministério Público e a Defensoria Pública assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta que prevê a abertura de novas vagas até o final de 2028.

Atualmente, o estado possui 26.394 vagas em unidades prisionais. O acordo prevê a criação de outras 5.128 vagas por meio da ampliação e construção de penitenciárias, além de medidas destinadas à melhoria das condições das unidades e ao cumprimento das penas.

A primeira etapa prevê a conclusão das obras do Presídio Bangu 11, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A unidade deverá receber 500 novas vagas e tem entrega prevista para dezembro deste ano.

As obras contam com investimento de R$ 33 milhões, provenientes do Fundo Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

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