
Tratamento da gestante e do companheiro é fundamental para evitar a reinfecção e reduzir os riscos de sífilis congênita e complicações para o bebê.
A Secretaria de Saúde de Araruama reforça a importância do tratamento adequado da sífilis durante a gestação e da participação do companheiro no acompanhamento. A medida é essencial para reduzir o risco de transmissão da doença para o bebê e prevenir complicações que podem afetar a saúde da criança.
A sífilis congênita pode provocar alterações neurológicas, perda de visão e audição, problemas ósseos e, em casos graves, levar à morte.
Segundo a coordenadora do Centro Integrado Materno Infantil (CIMI), Luciana Natália, o tratamento do casal e o acompanhamento da criança são medidas fundamentais após o diagnóstico.
“É muito importante que o companheiro também faça o tratamento corretamente quando houver o diagnóstico da doença e siga as orientações. Quando ele não se trata, pode haver uma nova infecção da gestante. Esse cuidado é uma responsabilidade do casal e uma forma de proteger o bebê.” — Luciana Natália
Acompanhamento após o nascimento
Os cuidados continuam depois do nascimento. Mesmo quando o primeiro exame do bebê apresenta resultado normal, os pais devem manter os retornos e realizar os exames indicados pela equipe de saúde.
As datas e orientações são registradas na Caderneta da Criança. O acompanhamento permite identificar possíveis alterações no momento adequado e iniciar o tratamento quando necessário.
Nos casos de sífilis congênita, o bebê pode precisar permanecer internado por até dez dias para completar o tratamento.
O CIMI conta com profissionais de diferentes áreas, incluindo pediatria, neurologia, fisioterapia e psicomotricidade, que podem atuar de forma integrada no acompanhamento das crianças.
Para a subsecretária municipal de Saúde, Selma Bragança, a orientação das famílias e o acompanhamento especializado fazem parte da assistência oferecida pela rede municipal.
“A Prefeitura tem o compromisso de cuidar das crianças desde os primeiros momentos de vida, oferecendo orientação, acompanhamento e atendimento especializado quando necessário. É um trabalho que exige atenção das famílias e também uma rede de saúde preparada para garantir que cada criança receba o cuidado adequado no tempo certo.” — Selma Bragança





