Polícia Civil desarticula esquema que vendia dados para fraudes
Operação Caixa-Preta identificou sites usados para comercializar dados pessoais, cartões clonados e ferramentas empregadas em golpes pela internet.
Policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) deflagraram, nesta segunda-feira (10/08), a Operação Caixa-Preta para desarticular um esquema criminoso voltado à criação de sites usados na comercialização de dados pessoais e ferramentas destinadas à prática de fraudes pela internet.
Um homem apontado como um dos principais envolvidos no esquema foi localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Durante a ação, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos, cartões bancários e chips de telefone.
A investigação começou após um relatório de inteligência cibernética identificar um conglomerado de sites que oferecia produtos e serviços relacionados à prática de diferentes crimes.
Durante as diligências, os policiais encontraram indícios da comercialização de dados sigilosos, bases de informações pessoais, cartões de crédito clonados e ferramentas conhecidas como “checkers”.
Esses programas são utilizados para testar vulnerabilidades em sistemas de instituições bancárias e obter informações que podem ser posteriormente exploradas em golpes e fraudes.
Rastreamento digital e financeiro
A partir de um trabalho de rastreamento digital e financeiro, os investigadores identificaram um dos principais envolvidos no esquema. Segundo a polícia, ele seria responsável pela coordenação e manutenção de parte da estrutura utilizada para comercializar dados e ferramentas.
As diligências também apontaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelo investigado. Empresas vinculadas a ele teriam movimentado valores superiores ao faturamento anual informado.
Ainda de acordo com as investigações, o homem possui outras anotações criminais e responde a procedimentos relacionados a crimes cibernéticos, inclusive em outros estados.
Apreensões em Nova Iguaçu
Durante as diligências realizadas nesta segunda-feira, o suspeito foi localizado em um imóvel na Baixada Fluminense. No local, os agentes apreenderam oito celulares, um notebook, diversos cartões bancários e chips de telefone.
As investigações continuam com o objetivo de identificar todos os integrantes da organização criminosa, rastrear o fluxo financeiro dos valores obtidos com as fraudes e reunir novos elementos que contribuam para a elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.





