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Polícia Civil prende suspeito de liderar rede de exploração sexual de menores

Investigação aponta que grupo usava aplicativos de mensagens para oferecer crianças e adolescentes em troca de dinheiro e vantagens materiais. Prisões ocorreram na Gávea e em Nova Iguaçu.

Policiais civis da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) prenderam, neste sábado (10), um homem apontado como líder de uma organização criminosa investigada por exploração sexual de crianças e adolescentes e uma mulher suspeita de participação no esquema. O homem foi localizado na Gávea, na Zona Sul do Rio, enquanto a mulher foi presa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Segundo a Polícia Civil, o homem é funcionário público e seria um dos principais responsáveis por agenciar vítimas e articular as atividades do grupo. As investigações apontaram que os envolvidos utilizavam aplicativos de mensagens para oferecer crianças e adolescentes de ambos os sexos em troca de dinheiro e benefícios materiais, como celulares e financiamento de eventos.

Investigação apura abusos e participação de outros envolvidos

De acordo com os investigadores, o grupo também organizava festas nas quais ocorriam abusos sexuais. As apurações identificaram episódios graves envolvendo vítimas muito jovens, inclusive bebês de cinco meses de idade.

A operação está na segunda fase. A investigação inicial teve como alvo um advogado e, posteriormente, avançou para a identificação de uma rede estruturada de exploração sexual.

A Polícia Civil também apura a possível participação de mães suspeitas de entregar as próprias filhas para exploração em troca de pagamentos. Os investigadores buscam esclarecer as circunstâncias e identificar todos os envolvidos.

Presos vão responder por crimes sexuais

Após as prisões, os suspeitos foram conduzidos à delegacia. Conforme a Polícia Civil, eles responderão por estupro de vulnerável, favorecimento à prostituição e produção de material pornográfico infantil.

As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e pessoas que possam ter consumido os serviços oferecidos pelo grupo.

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