Segurança

Preso por estupro coletivo em Copacabana é indiciado por outro caso

Vitor Hugo de Oliveira Simonin foi indiciado por estupro de vulnerável contra uma adolescente durante uma festa em Botafogo, em 2025. Outro réu do caso de Copacabana também responde a processo por crime semelhante.

Vitor Hugo de Oliveira Simonin, um dos réus presos pelo estupro coletivo de uma menor de idade em Copacabana, na Zona Sul do Rio, foi indiciado pela 12ª DP (Copacabana) por estupro de vulnerável em um caso ocorrido durante uma festa em Botafogo, em 2025.

O indiciamento ocorreu na última quarta-feira (5). Segundo a investigação, uma adolescente que estava alcoolizada afirmou ter sido forçada por Simonin a praticar sexo oral, mesmo após dizer repetidamente que não queria.

Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que Vitor Hugo teria tentado tocar a vítima em diferentes momentos durante a festa sem autorização. Ainda segundo os depoimentos, a adolescente teria contado o que aconteceu enquanto chorava.

A vítima reconheceu formalmente Vitor Hugo. De acordo com o relatório final do inquérito, há “robustos indícios de autoria” contra ele.

O caso foi um dos denunciados após a repercussão do estupro coletivo de uma estudante do Colégio Pedro II, ocorrido em Copacabana em janeiro deste ano.

Vitor Hugo também é investigado em outro caso. Em julho, a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) da Zona Sul instaurou um inquérito após receber do Ministério Público do Rio uma notícia de fato sobre um possível estupro contra uma adolescente de 17 anos durante o pré-carnaval de 2026.

Essa investigação está em andamento e tramita sob sigilo.

A audiência do processo relacionado ao caso de Copacabana, que estava prevista para sexta-feira (7), foi adiada para quinta-feira (13).

Outro réu responde a processo

Matheus Veríssimo Zoel Martins, também réu no processo sobre o estupro coletivo de Copacabana, responde a outro processo relacionado a um caso de violência sexual ocorrido em 2023.

Em junho, a 12ª DP (Copacabana) concluiu uma investigação sobre o estupro de uma menina que tinha 14 anos na época. Segundo a polícia, dois adolescentes e um adulto teriam participado do crime.

A adolescente relatou que havia sido convidada a ir até a casa de Matheus, que era menor de idade na época e atualmente tem 19 anos.

Segundo o depoimento, ao menos dois suspeitos teriam participado da violência sexual, além de gravarem e divulgarem imagens do crime. Matheus responde por ato análogo a estupro.

Gabriel de Oliveira Palmieri, de 24 anos, se entregou à polícia após ser indiciado pela 12ª DP em junho deste ano. O processo contra ele tramita na 1ª Vara Especializada em Crianças e Adolescentes (Veca).

Já o processo contra Matheus e outro adolescente tramita na Vara da Infância e Juventude.

Audiência do caso de Copacabana foi adiada

Além de Matheus Veríssimo e Vitor Hugo Simonin, outros dois réus respondem pelo caso de Copacabana: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e João Gabriel Xavier Bertho.

Em julho, foram ouvidas todas as testemunhas de acusação. Na audiência remarcada para quinta-feira (13), devem ser ouvidas as testemunhas de defesa e os quatro réus.

Atualmente, os quatro estão presos no Presídio Juíza de Direito Patrícia Acioli, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

Depois do encerramento das audiências, o Ministério Público terá 10 dias para apresentar suas alegações finais. Na sequência, as defesas terão o mesmo prazo para apresentar seus argumentos.

Somente após essa etapa, o caso será analisado pelo juiz responsável pelo processo na Vara Especializada em Crianças e Adolescentes.

Adolescente também foi levado à Justiça

Um adolescente investigado no caso de Copacabana também foi levado à Justiça e teve a internação determinada pela Vara da Infância e Juventude da Capital.

Segundo a polícia, ele também teria participado do caso pelo qual Matheus Veríssimo foi investigado, ocorrido em 2023.

Na ocasião, a juíza Vanessa Cavalieri destacou a gravidade do crime e determinou a internação compulsória do adolescente em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

A Polícia Civil também investiga supostos casos de agressão e humilhação que o adolescente teria sofrido no Centro de Socioeducação Aeroporto Dom Bosco (Cense Dom Bosco), na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio.

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