Minerais críticos e estratégicos geram 129 mil empregos no Brasil
Setor reúne 57% dos postos de trabalho da indústria extrativa mineral e registrou crescimento de 8,6% nas vagas entre 2023 e 2025, segundo dados da Agência Nacional de Mineração.
As atividades relacionadas aos Minerais Críticos e Estratégicos (MCE) somaram 129.423 empregos no Brasil em 2025, o equivalente a 57% dos 226.634 postos de trabalho da indústria extrativa mineral. Os números estão disponíveis no Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, lançado pela Agência Nacional de Mineração (ANM) nesta quarta-feira (14).
De acordo com o levantamento, o mercado de trabalho ligado a esses minerais cresceu 8,6% entre 2023 e 2025. A plataforma reúne informações sobre quantidade de empregos, remuneração, escolaridade, gênero e distribuição territorial das atividades.
Mais de 51 mil trabalhadores têm qualificação profissional
Do total de empregos relacionados aos minerais críticos e estratégicos, 51.714 são ocupados por trabalhadores com mão de obra qualificada, o equivalente a 23% dos postos de toda a indústria extrativa mineral brasileira.
Os profissionais com ensino superior somam 30.707, representando 14% do total de empregos do setor mineral no país.
O levantamento também apresenta a distribuição das vagas por gênero. As mulheres ocupam 28.658 postos de trabalho, correspondentes a 22% dos empregos ligados aos MCE. Os homens representam 100.765 vínculos, ou 78% do total.
Pará e Minas Gerais concentram municípios com mais empregos
Os dados da ANM mostram que as atividades relacionadas aos minerais críticos e estratégicos estão distribuídas por diferentes regiões do Brasil. Entre os municípios com maior número de trabalhadores estão Parauapebas, no Pará, e Nova Lima e Congonhas, em Minas Gerais.
Parauapebas lidera a lista, com 8.234 empregos. Desse total, 71,4% são ocupados por homens e 28,6% por mulheres. O município conta ainda com 1.851 trabalhadores com nível superior.
Em Nova Lima, são 8.218 postos de trabalho. Os homens representam 63,3% dos empregados, enquanto as mulheres correspondem a 36,7%. Ao todo, 4.776 trabalhadores têm ensino superior.
Já Congonhas registra 7.114 empregos relacionados às atividades de MCE. A participação masculina é de 73,2%, e a feminina, de 26,8%. O município possui 1.234 trabalhadores com nível superior.
Remuneração varia conforme a escolaridade
O portal também disponibiliza dados sobre a remuneração mediana dos profissionais que atuam em atividades relacionadas aos minerais críticos e estratégicos.
Em 2025, os valores variaram de acordo com o nível de escolaridade. Trabalhadores com ensino fundamental tiveram remuneração mediana de R$ 3.218,08. Para aqueles com ensino médio, o valor foi de R$ 4.142,24. Já entre os profissionais com ensino superior, a mediana chegou a R$ 11.856,16.
As informações podem ser consultadas por estado, município, categoria funcional, gênero e substância mineral no Portal de Minerais Críticos e Estratégicos da ANM.
Plataforma reúne informações sobre o setor mineral
A ferramenta foi desenvolvida para organizar e facilitar o acesso a dados sobre o mercado de trabalho relacionado aos MCE, permitindo consultas sobre o perfil dos profissionais e a distribuição dos empregos pelo território nacional.
“O portal permite consultar dados sobre empregos, remuneração, perfil dos trabalhadores, distribuição territorial e substâncias relacionadas a essas atividades”
— Inara Barbosa, superintendente de Economia Mineral da ANM





