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Vigilância Sanitária interdita supermercado no Jardim Esperança

A Vigilância Sanitária Municipal de Cabo Frio interditou, nesta quinta-feira (22), uma unidade de uma rede de supermercados no bairro Jardim Esperança. A medida foi adotada após denúncias de irregularidades, incluindo problemas no armazenamento de linguiças e outros produtos embutidos no açougue.

O estabelecimento permanecerá fechado até cumprir as exigências de limpeza, higienização e manutenção determinadas pela fiscalização da Secretaria Municipal de Saúde.

Fiscalização encontrou alimentos impróprios para consumo

Durante a vistoria, os fiscais descartaram 20 potes de temperos secos moídos e oleaginosas, como castanhas, além de frutas estragadas.

A equipe já havia fiscalizado o local na semana anterior, quando inutilizou aproximadamente 60 quilos de alimentos fora do prazo de validade.

Segundo a Vigilância Sanitária, o supermercado é reincidente e também precisa resolver pendências identificadas em inspeções anteriores.

Loja terá de realizar limpeza e reparos

Entre as exigências para a reabertura estão a limpeza geral do estabelecimento e a higienização e manutenção do sistema de ar-condicionado e dos equipamentos. A fiscalização também identificou danos no teto, que apresenta vários buracos.

Os funcionários deverão ainda atualizar a capacitação em manipulação de alimentos e comprovar a participação no curso no prazo de até sete dias.

Outras medidas cobradas incluem a retirada do excesso de pallets de madeira do salão, a redução do intervalo entre as dedetizações de 15 para 10 dias, a revisão da validade dos produtos expostos e o aumento da frequência de limpeza do ambiente.

Também foi exigido o reparo ou a substituição das tampas dos expositores de frangos congelados, que, quando ficam abertos, podem favorecer a presença de vetores.

Reabertura depende de nova avaliação

De acordo com a nutricionista Ingrid Sá, responsável pela fiscalização, o supermercado só poderá retomar as atividades depois de solicitar uma nova vistoria e comprovar o cumprimento das exigências para a interdição.

“A interdição é para limpeza geral da loja e a continuidade das outras demandas que a gente já tinha comunicado, sendo que algumas já vinham sendo solucionadas. Ela é por tempo indeterminado, só depende deles pedir o nosso retorno. A loja não pode ser aberta enquanto essa exigência não for cumprida. Além disso, voltaremos em 15 dias para saber se as outras demandas foram atendidas”, explicou.

A fiscalização informou que retornará ao estabelecimento em 15 dias para verificar se as demais irregularidades foram corrigidas.

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