Sudeste recebe R$ 2,29 bilhões para obras navais e portuárias
O Sudeste teve 55 projetos de construção naval, modernização de embarcações e infraestrutura portuária aprovados pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM). As iniciativas somam R$ 2,29 bilhões e têm previsão de gerar 1.700 empregos diretos. A aprovação ocorreu durante a 64ª reunião do conselho, realizada em 8 de outubro.
Entre os empreendimentos estão a construção de 40 barcaças em São Paulo, intervenções em embarcações e unidades de apoio e perfuração no Rio de Janeiro, a modernização do Estaleiro Aliança, em Niterói, e a implantação de um terminal portuário em Aracruz, no Espírito Santo.
Os investimentos atendem a demandas relacionadas ao transporte de celulose, à movimentação de cargas nos portos e às operações dos setores de petróleo e gás. A execução envolve estaleiros e empresas especializadas em construção, manutenção e modernização naval.
O maior volume de recursos foi destinado ao projeto da Hanseatic Global Terminals Aracruz, no Espírito Santo, com R$ 1,119 bilhão aprovados.
O empreendimento prevê a construção de 750 metros de cais e profundidade de 17 metros no canal de acesso, nos berços de atracação e na bacia de manobra. A estrutura foi projetada para receber navios porta-contêineres de até 366 metros de comprimento.
A iniciativa tem previsão de gerar 243 empregos diretos, com prazo de execução estimado em 18 meses.
No estado do Rio de Janeiro, 15 obras somam R$ 1,02 bilhão em investimentos aprovados. Entre os principais projetos está a modernização do Estaleiro Aliança, em Niterói, que receberá R$ 288,9 milhões.
A intervenção prevê 345 empregos diretos e prazo de execução de 24 meses. O projeto inclui dragagem, ampliação dos cais, instalação de equipamentos e adequação de áreas operacionais e administrativas.
Com as melhorias, o estaleiro poderá ampliar os serviços destinados aos setores de petróleo e gás, apoio marítimo e reparo naval.
Dois projetos da Commodore Marine somam R$ 532,3 milhões. Desse total, R$ 229,4 milhões serão destinados à modernização do navio-sonda Carolina e R$ 302,9 milhões à unidade semissubmersível de perfuração Victoria.
As intervenções têm como objetivo preparar as duas unidades para contratos com a Petrobras, com atividades previstas na Baía de Guanabara. O projeto do Carolina prevê 220 empregos diretos e execução em cinco meses. Já a modernização da Victoria tem estimativa de 250 empregos diretos e prazo de sete meses.
A GranEnergia também teve aprovado um projeto de R$ 104,5 milhões para docagem, reparos e manutenção da CSS Venus. A unidade semissubmersível compacta oferece alojamento e suporte a trabalhadores de plataformas de petróleo. A iniciativa prevê 50 empregos diretos e prazo de nove meses.
Outra beneficiada é a Camorim, que contará com R$ 11 milhões para manutenção, reparo e docagem de quatro embarcações em Niterói. O projeto reúne serviços já concluídos e intervenções previstas, com foco na segurança e na continuidade operacional da frota.
Três projetos da OceanPact somam R$ 81,9 milhões e abrangem seis embarcações. As iniciativas incluem manutenção e reparo de unidades utilizadas na resposta a derramamentos de óleo, além da modernização de embarcações de apoio marítimo.
Conforme a documentação apresentada ao conselho, os serviços previstos nesses projetos já foram concluídos.
Em São Paulo, foram aprovados R$ 155,8 milhões para a construção de 40 barcaças da MSFC Florestal, empresa responsável pelo fornecimento parcial de madeira à fábrica de celulose da Bracell no estado.
A produção será realizada na unidade do estaleiro Rio Maguari, em Araçatuba. O projeto tem previsão de gerar 66 empregos diretos e prazo de execução de 20 meses.
Cada barcaça terá porões com volume de 2.406 metros cúbicos. As embarcações serão utilizadas em comboios formados por um empurrador e quatro barcaças.
A MSFC Florestal será proprietária das unidades, enquanto a operação da navegação ficará a cargo de outra empresa contratada.
Os projetos aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante abrangem diferentes etapas da cadeia aquaviária, da construção de embarcações à modernização de estaleiros e à ampliação da infraestrutura portuária. A expectativa é ampliar a capacidade de transporte e melhorar as condições operacionais do setor no Sudeste.





