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Polícia Civil prende seis em operação contra exploração sexual de adolescentes

A Polícia Civil realizou nesta quarta-feira (28) a Operação NXIVM para desarticular uma rede criminosa investigada por exploração sexual de adolescentes. Até o momento, seis pessoas foram presas.

A ação é conduzida por agentes da 74ª DP (Alcântara), com apoio de unidades do 4º Departamento de Polícia de Área (DPA) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar. As diligências ocorrem em Niterói, São Gonçalo e Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Os policiais buscam cumprir mandados de prisão e 18 medidas de busca e apreensão. A investigação apura a produção de vídeos com registros de violência sexual contra adolescentes, além de denúncias de estupros coletivos, tortura, ameaças e chantagens.

O caso começou a ser investigado em julho, após a prisão de um assessor parlamentar suspeito de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 16 anos, em Icaraí, Niterói.

Na ocasião, os agentes apreenderam dois notebooks e celulares na residência do investigado. A análise dos equipamentos eletrônicos, em conjunto com imagens de câmeras de segurança, permitiu reunir novos elementos e avançar na apuração sobre a existência da rede criminosa.

Segundo a Polícia Civil, a denúncia chegou à 74ª DP quando a adolescente procurou a unidade acompanhada dos pais para relatar as violências sofridas.

De acordo com as informações reunidas na investigação, os suspeitos utilizavam os termos “senhores” para se referir aos autores dos crimes e “escravas” para identificar as vítimas.

A polícia apura se os envolvidos produziam registros audiovisuais de violência sexual e usavam esse material para ameaçar as adolescentes com a divulgação das imagens. As suspeitas incluem o emprego de chantagem e agressões físicas e psicológicas para manter as vítimas sob controle e submetê-las a novos abusos.

A operação desta quarta-feira também pretende aprofundar a análise das provas, esclarecer a participação de cada investigado e identificar possíveis outras vítimas.

As apurações continuam, e a responsabilidade criminal dos envolvidos deverá ser estabelecida no curso da investigação e dos procedimentos judiciais.

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