Itaipava pode representar R$ 39 milhões em tributos de Petrópolis
Itaipava pode representar aproximadamente R$ 39 milhões por ano em receitas municipais provenientes do Imposto Sobre Serviços (ISS), do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). A estimativa foi apresentada pela entidade Unidos por Itaipava (UNITA), com base na participação do distrito no número de empresas registradas em Petrópolis.
O levantamento, porém, não representa a arrecadação efetivamente gerada pela região. A própria entidade destaca que a projeção é indicativa e depende de informações oficiais da Prefeitura para ser confirmada.
De acordo com os dados utilizados no estudo, Petrópolis possui 47.845 empresas ativas, conforme levantamento da plataforma EmpresAqui, atualizado em setembro de 2026. Desse total, 4.972 estão localizadas em Itaipava, o equivalente a cerca de 10,4% dos estabelecimentos cadastrados no município.
A UNITA aplicou esse percentual sobre os R$ 375,13 milhões arrecadados por Petrópolis em 2025 com ISS, IPTU e ITBI. Os valores dos tributos foram obtidos a partir de informações do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), vinculado ao Tesouro Nacional.
Estimativa não representa arrecadação efetiva
A entidade ressalta que a quantidade de empresas não é suficiente para determinar quanto uma região contribui para os cofres públicos. O valor recolhido depende de fatores como faturamento dos estabelecimentos, enquadramento tributário, localização e valor dos imóveis, além do volume de transações imobiliárias.
Segundo Alexandre Plantz, presidente da UNITA, o levantamento busca dimensionar a importância econômica de Itaipava e ampliar a discussão sobre a origem das receitas municipais e a destinação dos recursos públicos.
Itaipava reúne quase cinco mil empresas
Com 4.972 estabelecimentos contabilizados, Itaipava aparece como o segundo maior polo empresarial de Petrópolis, atrás apenas do Centro. Desse total, 2.122 são microempreendedores individuais (MEIs).
A economia local reúne atividades de comércio, gastronomia, hotelaria, construção civil, prestação de serviços e mercado imobiliário.
O levantamento também considera o contexto econômico do município, cujo Produto Interno Bruto (PIB) chegou a aproximadamente R$ 19,9 bilhões em 2023.
Para a UNITA, a dimensão da atividade econômica do distrito exige planejamento e investimentos compatíveis com as necessidades da população e de quem circula pela região. Entre as demandas apontadas estão melhorias na mobilidade urbana, drenagem, pavimentação, conservação de espaços públicos, transporte coletivo e infraestrutura.
A entidade afirma que a proposta não é criar uma disputa entre os distritos, mas defender maior transparência e equilíbrio na distribuição dos investimentos municipais.
Entidade pede detalhamento das receitas e despesas
A UNITA defende que a Prefeitura de Petrópolis divulgue os valores efetivamente arrecadados em Itaipava com ISS, IPTU e ITBI. Também solicita informações detalhadas sobre os investimentos realizados na região, incluindo obras, serviços e recursos destinados a diferentes áreas.
Outro ponto da cobrança é a divulgação dos critérios utilizados pela administração municipal para distribuir os recursos entre as localidades da cidade.
A intenção, segundo a entidade, é permitir que moradores acompanhem a relação entre as necessidades de cada região, os valores investidos e os resultados das políticas públicas.
A UNITA reforça que a estimativa de R$ 39 milhões é uma projeção preliminar, calculada a partir da participação de Itaipava no total de empresas de Petrópolis. A confirmação da contribuição tributária do distrito depende da divulgação de dados oficiais pela Prefeitura.





