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Itaboraí promove oficina de plantas medicinais e prevê novas hortas

Atividade no Horto Municipal reuniu profissionais de saúde e instituições parceiras. Projeto pretende ampliar o cultivo de plantas medicinais nas unidades da rede municipal.

A Prefeitura de Itaboraí realizou, na manhã desta quarta-feira (04/11), uma oficina sobre plantas medicinais no Horto Municipal, em Caluge. A atividade reuniu profissionais da Atenção Primária à Saúde e representantes de instituições parceiras para compartilhar conhecimentos sobre identificação de espécies vegetais e utilização segura dessas plantas.

A iniciativa foi organizada pelas secretarias municipais de Agricultura e Saúde, em parceria com o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste), por meio do projeto Saúde Verde. Também participaram profissionais das equipes E-Multi do município.

A oficina foi conduzida pelo biólogo e botânico Marcelo Neto Galvão, curador do Herbário Coleção Botânica de Plantas Medicinais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Durante o encontro, foram apresentados conceitos sobre identificação botânica, funcionamento dos herbários e importância das coleções biológicas. Os participantes também acompanharam atividades práticas envolvendo coleta, identificação e armazenamento de materiais vegetais.

Projeto prevê expansão das hortas medicinais

A capacitação faz parte das ações do Saúde Verde, iniciativa do Conleste voltada à valorização das plantas medicinais e à integração entre as áreas de saúde e agricultura.

Em Itaboraí, a Secretaria Municipal de Saúde pretende ampliar a implantação de hortas medicinais nas unidades da rede pública. Atualmente, o projeto funciona na unidade de saúde de Santo Expedito, e a proposta é estender a experiência a outros equipamentos municipais.

A ampliação busca aproximar a população das práticas integrativas e complementares em saúde. Como parte da parceria, a Fiocruz fará a doação de mudas para contribuir com a criação dos novos espaços de cultivo.

O secretário municipal de Agricultura, Abílio Pereira, destacou a intenção de fortalecer o Horto Municipal como referência para iniciativas que integrem sustentabilidade, conhecimento e serviços públicos.

“Queremos que o Horto Municipal seja um espaço de referência e um projeto-piloto para iniciativas que possam gerar benefícios para a população. A integração entre as secretarias e as instituições parceiras é fundamental para desenvolver ações como essa, que aproximam a agricultura da saúde e ampliam as possibilidades de utilização desse espaço”

— Abílio Pereira, secretário municipal de Agricultura

Parceria aproxima saúde e agricultura

A diretora-geral do Conleste, Marina Esteves, ressaltou que a integração entre as secretarias municipais é essencial para ampliar o alcance do projeto e fortalecer a produção de mudas.

“O Saúde Verde busca construir maior integração entre as secretarias municipais de Saúde e Agricultura, fortalecendo parcerias, ampliando a produção de mudas e criando condições para que as plantas medicinais cheguem à população por meio das políticas públicas”

— Marina Esteves, diretora-geral do Conleste

Durante a capacitação, Marcelo Neto Galvão também chamou a atenção para a necessidade de identificar corretamente cada espécie antes de sua utilização. Segundo o botânico, esse procedimento evita confusões entre plantas com características semelhantes, inclusive aquelas que podem apresentar toxicidade.

“É importante saber exatamente com qual espécie estamos trabalhando. A identificação botânica funciona como uma carteira de identidade da planta e permite confirmar se aquela é realmente a espécie desejada, evitando o uso equivocado de plantas que podem ser tóxicas. Esse conhecimento também oferece segurança para agricultores, profissionais de saúde e pesquisadores, contribuindo para o uso adequado das plantas medicinais”

— Marcelo Neto Galvão, biólogo e botânico da Fiocruz

Capacitação fortalece práticas integrativas na rede municipal

A responsável técnica da linha de cuidados de sobrepeso e obesidade, Mylena Araújo, destacou que a formação dos profissionais é importante para orientar a população sobre o uso responsável das plantas medicinais.

“Essa oficina é uma oportunidade de capacitar nossos profissionais e mostrar que o cuidado em saúde também pode envolver práticas integrativas e complementares. Queremos fortalecer esse conhecimento na rede municipal, para que as equipes possam orientar a população com responsabilidade e segurança sobre o uso das plantas medicinais. A ampliação das hortas nas unidades de saúde é um passo importante nesse processo, aproximando a comunidade dessas práticas e incentivando hábitos de cuidado e bem-estar”

— Mylena Araújo, responsável técnica da linha de cuidados de sobrepeso e obesidade

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