Operação Mão Fantasma desarticulou grupo que usava mensagens falsas para obter dados bancários de vítimas
A Polícia Civil prendeu nove integrantes de uma organização criminosa investigada por fraudes bancárias e lavagem de dinheiro durante a Operação Mão Fantasma, deflagrada nesta quarta-feira (12/8). A ação foi realizada por policiais da 71ª DP (Itaboraí), em conjunto com a Polícia Civil de Goiás.
Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A operação contou com apoio de equipes do 4º Departamento de Polícia de Área (DPA), do Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI), do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Grupo usava mensagens falsas de bancos
As investigações começaram após uma idosa, de 68 anos, moradora de Goiânia, ser vítima do esquema e sofrer um prejuízo inicial de R$ 32 mil.
Segundo a investigação, os criminosos utilizavam uma técnica conhecida como spoofing para mascarar o remetente de mensagens fraudulentas. Com o método, os SMS enviados pelo grupo apareciam para as vítimas como se tivessem sido encaminhados pelo próprio banco.
Os integrantes também utilizavam técnicas de engenharia social para obter informações pessoais e códigos de autenticação. As vítimas recebiam mensagens com links e, acreditando se tratar de uma comunicação legítima da instituição financeira, forneciam os dados solicitados.
Com as informações obtidas, os criminosos acessavam as contas bancárias e realizavam transferências sem autorização.
Dinheiro era distribuído entre dezenas de contas
Após os golpes, os valores eram rapidamente transferidos para dezenas de contas utilizadas pela organização criminosa.
Parte do dinheiro era posteriormente movimentada de forma fracionada e enviada para outras contas, em operações que, segundo os investigadores, tinham como objetivo ocultar e dissimular a origem ilícita dos recursos.
As diligências também apontaram que um dos principais alvos da investigação teria movimentado aproximadamente R$ 100 mil em poucos dias.
Os nove presos durante a operação responderão pelos crimes de furto mediante fraude, associação criminosa e lavagem de capitais.





