Segurança

PF apreende sete fuzis em investigação sobre fraude na compra de armas no RJ

Segunda fase da Operação Polaridade cumpriu dez mandados de busca e apreensão e uma prisão temporária em cinco municípios fluminenses. Investigação apura pagamento de propina para liberar irregularmente processos de aquisição de armas e munições.

A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (4), a segunda fase da Operação Polaridade, que investiga um esquema de fraudes em processos de aquisição de armas de fogo e munições destinados a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs). A apuração envolve procedimentos realizados por meio do sistema Sinarm-CAC.

Durante a operação, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária, expedidos pela Justiça Federal. As diligências ocorreram em Rio das Ostras, Macaé, São Pedro da Aldeia, Araruama e Volta Redonda, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Entre os alvos estão dois policiais militares, um integrante da Marinha do Brasil e outros investigados. Durante o cumprimento dos mandados, o militar da Marinha foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo.

Investigação apura pagamento indevido para liberar autorizações

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que pessoas interessadas em obter autorizações para comprar armas e munições realizavam pagamentos indevidos diretamente a um funcionário terceirizado. O objetivo seria conseguir a liberação irregular de processos administrativos.

A operação busca aprofundar a apuração sobre o funcionamento do esquema e identificar a participação de cada suspeito nas irregularidades investigadas.

Armas e equipamentos foram apreendidos

Durante as diligências, os agentes apreenderam sete fuzis, uma pistola, um revólver e uma espingarda. Também foram recolhidos aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que serão encaminhados para análise pericial.

Os investigados poderão responder, de acordo com a participação de cada um, por crimes como corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, associação criminosa, falsidade ideológica e comércio ilegal de arma de fogo, entre outros delitos que possam ser identificados durante a investigação.

A Polícia Federal informou que as diligências continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do esquema.

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